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Congresso Catarinense de Cidades Digitais reúne 100 municípios em Lages

Tecnologia na Segurança Pública também leva conectividade e melhora relacionamento com os cidadãos

O 3º Congresso Catarinense de Cidades Digitais, promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura de Lages, reuniu nesta quinta e sexta-feira (19 e 20) de abril, no Órion Parque, em Lages, região serrana do Estado, prefeitos e gestores públicos de aproximadamente 100 municípios, interessados na implantação de ferramentas que garantam maior eficiência de gestão. É o caso de Guaramirim, que aguarda a implantação de uma infraestrutura em fibra óptica, já aprovada no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, para melhorar a comunicação entre as secretarias municipais. Enquanto isso, o município busca sistemas visando dar agilidade no atendimento aos cidadãos como, por exemplo, na aprovação de obras através de um sistema municipal de protocolo digital, lançado no final do ano passado.  

A meta, segundo o prefeito Luiz Antonio Chiodini, é no futuro reduzir o prazo dos atuais 20 dias para 24 horas na liberação de obras e outras licenças dentro das Secretarias de Planejamento Urbano e Meio Ambiente. Chiodini destaca a transparência nos setores antes sem controle. “E aqui nesse congresso de cidades digitais ficou comprovado isso, que realmente esse investimento a curto prazo de tempo ele traz economia. E nós estamos buscando ampliar esse processo, maior expansão da fibra óptica, a questão do sinal de internet nos bairros, e colocando as secretarias interligadas”, comentou o prefeito.

Além de Guaramirim, as iniciativas digitais de Alagoinhas (BA), Ourinhos (SP) e Criciúma foram apresentadas nesta sexta. E o uso de tecnologia na área de segurança pública, por exemplo, mostra que além de reduzir os índices de criminalidade leva conectividade e ainda melhora o relacionamento com a população. “As câmeras também levam melhor conexão para a população. Por onde a fibra passa a qualidade da internet ofertada pela iniciativa privada melhora”, comentou o major Daniel Henrique Rodrigues, coordenador do Programa Bem-te-Vi, da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Em Santa Catarina, o Programa contribui para o Estado ser considerado o mais seguro do país. São mais de 2.230 câmeras ativas, monitorando em tempo real diversos pontos em 136 municípios. “Essa primeira fase é implantar e expandir. A segunda é agregar inteligência, reconhecimento facial, de placas e monitoramento comportamental”, explicou o major.

Em Ourinhos, o prefeito do município do interior paulista, Lucas Pocay, conta que o monitoramento por câmeras reduziu a depredação do patrimônio público. “Melhorou também o relacionamento entre servidores, alunos e pacientes. Nas Escolas, uma grande quantidade de invasões era de jovens que queria jogar futebol na quadra”, disse o prefeito. Atualmente são 1.400 equipamentos, além de alarmes e alto-falantes para comunicação em tempo real em cada unidade.

O município também adota novas ferramentas como o Sistema Detecta para leitura das placas dos veículos e uma iniciativa inédita de prevenção. No local onde estão sendo construídas casas populares, o projeto Comunidade Vigilante nasce para monitorar a área. “É um bairro mais humilde e afastado que está nascendo. Então antes de ter os problemas, já estamos antecipando”, avaliou Pocay, acrescentando também um aplicativo, em fase de desenvolvimento, que servirá como uma ouvidoria para receber as demandas da população em relação aos problemas da cidade como buracos, coletas, iluminação pública, entre outros. “Todas essas questões nós vamos integrar para fazer a gestão desses pedidos, mas precisa abrir para a população a partir do momento que você tem um retorno rápido. E neste sentido a tecnologia é muito importante no desenvolvimento e na forma de oferecermos um serviço de mais qualidade”, completou o prefeito.

Próxima edição – Criciúma foi anunciada como sede da edição 2019 do encontro estadual sobre o uso de tecnologia no aprimoramento dos serviços públicos, principalmente, nos pequenos e médios municípios. “O Congresso cumpre com o papel de levar informações para esses gestores que entendem a necessidade de modernizar a administração pública, seja para aumentar a arrecadação, gerar economia e criar condições de desenvolvimento. Não existe outro caminho. Daqui com certeza surgirão muitas iniciativas para melhorar a vida das pessoas”, frisou o diretor da Rede Cidade Digital, José Marinho.

O 3º Congresso Catarinense de Cidades Digitais teve o patrocínio master da Inovadora Sistemas, ouro da 1DOC, ENGIE, Smart Matrix, Exati Tecnologia, Prínter do Brasil e Grupo Nexxera, Pitfall Sistemas e DITEC, prata da STOCKTOTAL, bronze da Service Security, além do apoio da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), Órion Parque, das Associações de Municípios: AMARP, AMAUC, AMEOSC, AMOSC, AMFRI, AMMVI, AMREC, AMUNESC, AMURES, AMVALI, AMAI e AMPLASC e do Map Hotel.

Informações sobre as cidades digitais no país, acesse:

 http://redecidadedigital.com.br

Assessoria de Comunicação RCD