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Centro de Inovação Luiz Henrique da Silveira recebe etapa importante para Indicação Geográfica do Queijo Serrano

O Centro de Inovação Luiz Henrique da Silveira recebeu na tarde desta sexta-feira (04), o “Seminário de Indicação Geográfica com foco no Queijo Artesanal Serrano”. O evento recebeu representantes de entidades de toda a região serrana, além de produtores do queijo artesanal.

O objetivo do evento é a entrega ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), através da Federação das Associações de Produtores de Queijo Artesanal Serrano de SC e RS – Faproqas, a requisição de registro da Indicação Geográfica (IG) do Queijo Artesanal Serrano.

A região geográfica delimitada compreende 18 municípios da Serra Catarinense e 16 municípios da região nordeste de altitude do Rio Grande do Sul, totalizando 34 mil quilometros quadrados e foi denominada Campos de Cima da Serra. Nessa área existem aproximadamente 3.500 pecuaristas familiares que produzem o QAS. Utiliza-se somente leite da propriedade, com predominância de gado de corte e a pastagem nativa como base forrageira.

De acordo com o presidente do Instituto Órion e co-idealizador do projeto, Roberto Amaral, o evento é uma ação decisiva para o crescimento da região serrana. “É muito importante que os produtos da nossa região sejam protegidos pelo INPI, tenham Identificação Geográfica e Denominação de Origem para que isso traga mais valor para nossos artigos”, afirma.

Para o deputado Gabriel Ribeiro, também co-idealizador do projeto, o evento representou um divisor de águas para o desenvolvimento da Indicação Geográfica do Queijo Serrano. “Legalizamos o produto, este foi um processo que demorou um ano e agora com a certificação nacional com Identificação Geográfica, poderemos fazer com que este queijo entre em todos os mercados do Brasil. Isso envolve mais de cinco mil famílias em Santa Catarina, tradição histórica e preservação cultural da região serrana. É uma vitória do pequeno produtor rural”, comenta.

Este é um processo importante, sendo o primeiro que envolve uma denominação de origem para um queijo. O trabalho desenvolvido foi profundo, contou com instituições do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina envolvendo até as famílias de pequenos produtores rurais.

O Chefe da Seção de Difusão Regional de Santa Catarina do INPI, Araken Alvez de Lima, se surpreendeu com a qualidade da requisição e aguarda, com otimismo, a conclusão do processo. “A integração destas instituições foi além da divisa dos estados. Este é um momento importante para o INPI, que também aprende com pedidos que chegam com a qualidade como esta que estamos vendo hoje. A expectativa é que ele seja conferido e tenhamos outro evento bacana como este para entregar o certificado”, complementa.

A EPAGRI teve a função de coordenar, organizar e contruir todo o processo da Indicação Geográfica do queijo serrano. Em média, um trabalho como este demora 10 anos para ser concluído, mas a entidade realizou em quatro anos, juntamente com o apoio da EMATER do Rio Grande do Sul.

O Pesquisador da Estação Experimental da EPAGRI de Lages, Ulisses Arruda Córdova, comenta que o processo está em vias de ser finalizado. “Conseguimos construir uma rede de parcerias que envolve instituições de ensino, de desenvolvimento regional e associações de produtores rurais, o que foi essencial para o sucesso do projeto. Esta é a primeira requisição do país que envolve Denominação de Origem e Indicação Geográfica para queijo. A organização do projeto está finalizada e tem tudo para dar certo”, afirma.

O produtor rural e presidente da Aprocampos de São José dos Ausentes (RS), Antonio Luiz Lopes, afirma que a união dos pequenos produtos e apoio de entidades faz com que a tradição e cultura do queijo serrano sejam preservadas. “A história do nosso queijo tem mais de 200 anos, isso vem do berço da família e da união das pessoas. Nós estamos tentando continuar e para isso possuímos todas as condições de temperatura e de clima para fazer com que nosso produto tenha um diferencial ainda maior. Agora é focar no mercado, não somente regional, mas brasileiro”, completa.

Amaral completa que o apoio do Órion Parque a este projeto, representa um passo a mais para o objetivo principal da instituição, que é fomentar ainda mais o desenvolvimento econômico da região. “Este é um trabalho feito a muitas mãos e nós nos orgulhamos disso. Através do Órion e seu Escritório de Projetos, estamos atuando fortemente em conjunto com a Epagri e o INPI para que este projeto ainda dê muitos resultados. Sentimos que estamos cumprindo a nossa missão, que é o apoio à inovação”, finaliza.

Mais informações: imprensa@orionparque.com

Informações básicas: Epagri/Emater

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