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O papel dos parques científicos e tecnológicos no território – A importância dos parques além de seus muros

Você sabe a diferença a diferença entre os tipos de Parques Tecnológicos que existem? Mais que espaços de convivência, os ambientes de inovação são articuladores de uma dinâmica de conhecimento que ultrapassa as fronteiras de um prédio ou mesmo de uma cidade; aproveite para conhecer ainda mais sobre o Orion Parque e nossos resultados alcançados.

Os parques tem um papel a desempenhar no território em que são instalados. Com a globalização, novas experiências foram sendo desenvolvidas visando o desenvolvimento econômico, sendo algumas dessas formas de arranjos locais, os distritos industriais, as incubadoras de empresas e os parques tecnológicos.

Os parques são ambientes catalisadores de produtos comercializáveis. O seu objetivos é favorecer a geração de emprego; promover a criação e o fortalecimento de novos empreendimentos de base tecnológica; difundir a cultura e o empreendedorismo; e facilitar a transferência de conhecimento e de tecnologia entre os stakeholders (partes interessadas) envolvidos nesse processo de inovação.

Os parques brasileiros devem contribuir de forma relevante para consolidar a formação de uma forte e competitiva “indústria do conhecimento”, bem como para agregar tecnologia e inovação ao setor industrial, agrícola e de serviços já estabelecidos.

O sucesso para a implantação e o bom funcionamento dos parques depende de alguns fatores, dentre os quais pode-se citar: o comprometimento dos órgãos do governo (municipal, estadual e federal) e a participação efetiva do setor empresarial, das universidades e de instituições de pesquisa.

Os parques têm como missão prover a “inteligência”, a infraestrutura e os serviços necessários ao crescimento e fortalecimento das empresas instaladas no mesmo.

Tipologias

De acordo com a terminologia de habitats de inovação, os parques podem ser:

• Parques Científicos e Tecnológicos – ambientes componentes de políticas públicas de incentivo à inovação, tendo ligações formais e operacionais com instituições de ensino superior ou com centros de pesquisa, visando a geração de empresas inovadoras, intensivas em conhecimento e novas tecnologias e outras organizações normalmente residentes no local, promovendo a interação entre elas, localizadas em um campus de universidade ou em regiões que acumulam instituições dessa natureza.

• Parque de Inovação – ambiente que prioriza e promove a interação entre os diferentes agentes com o objetivo de gerar ideias que se transformem em produtos e serviços inovadores que impulsionem ideias ao mercado, sendo liderado pela universidade, focado na empresa e apoiado pelo governo.

• Parque Científico – espaço urbanizado pertencente à universidade ou instituição de pesquisa sujeita às regras locais, com ocupação por período limitado por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de empresas de alta tecnologia, parcerias ou incubação de empresas. As instalações de laboratórios são de uso temporário e/ou compartilhado e as tecnologias apresentam-se em fase de pesquisa exploratória.

• Parque de Pesquisa – ambiente em que as empresas de base tecnológica podem trabalhar com professores e alunos para tirar proveito de oportunidades de pesquisa colaborativa e ter fácil acessam a laboratórios da universidade, bem como equipamentos e serviços.

• Parque Tecnológico – ambientes públicos ou privados que possibilitam a instalação física permanente de laboratórios e a produção científica com alto valor agregado, bem como o desenvolvimento de produtos e processos inovadores.

Os oito principais benefícios dos parques tecnológicos

O Percento Technologies listou oitos benefícios advindos dos parques.

1. Impulsionar a economia
2. Fornece espaço abundante para o crescimento
3. Incentivar o desenvolvimento de negócios
4. Facilitar sessões de treinamento
5. Inclusão de tecnologia mais recentes
6. Variedade de amenidades
7. Promoção de descanso e recreação
8. Equipamentos com vários recursos de segurança

Parques

No Brasil em 2020 o grupo VIA Estação Conhecimento mapeou 64 parques em operação, cinco em implantação e 23 em projeto, totalizando 92 iniciativas. Veja a localização dos parques em operação no Brasil aqui.

Para conhecer detalhes sobre as definições conforme tipologias dos parques segundo as associações internacionais e diversos autores, leia o livro digital Parques Científicos e Tecnológicos: Alinhamento Conceitual.

Assista o vídeo sobre o conceito de Parques Científicos e Tecnológicos produzido pela TV UFSC!

Conheça mais o papel dos Centros de Inovação!

Centros de Inovação são ambientes criados para promover e dar suporte ao empreendedorismo inovador, ajudando a criar e expandir negócios inovadores.

Os Centros oferecem serviços que apoiam o empreendedor desde o momento em que o negócio é apenas uma ideia até o momento em que ele está pronto para encarar o mercado, crescer e escalar. O Centros também estimulam a inserção da cultura de inovação nas empresas da região e conectam startups e empreendedores com empresas consolidadas e outros atores importantes.

Para operacionalizar esses objetivos, dispõem de serviços como pré-incubação de empresas, incubacão, aceleração, coworking, espaço maker, espaço para eventos e capacitações, espaço para Pesquisa e Desenvolvimento, Marketplace, One Stop Shop, conexão com instituições financeiras e investidores e assim por diante. Esses serviços e atividades são oferecidos diretamente pelo Centro ou por meio de parceiros do ecossistema.

Os Centros também fortalecem a cultura da inovação nas organizações locais e conectam os atores do ecossistema regional entre si e com o mundo.

Tudo isso para acelerar o necessário desenvolvimento de negócios e organizações rumo à nova economia e ao novo mundo que está se descortinando diante de nós.

Saiba mais sobre os conceitos ligados aos Centros de Inovação no livro Centro de Inovação: alinhamento conceitual.

E o Orion Parque?

O Orion Parque Tecnológico consiste em uma área aproximada de 90.000m² na cidade de Lages, região serrana de Santa Catarina, estado líder em inovação no Brasil.  Além de possuir terrenos para instalação de novas empresas, abriga o Centro de Inovação de Lages Luiz Henrique da Silveira, primeiro de uma rede interligada de Santa Catarina.

Em 2011, o Governo Estadual cria a Rede Catarinense de Inovação, inserindo o centro de inovação do Orion Parque como o primeiro de Santa Catarina. Em agosto de 2012, na ACIL, em Lages, ocorre a cerimônia de lançamento do projeto Orion Parque junto à Prefeitura de Lages.

Estrutura física

09 salas de reuniões, 04 auditórios, sala de jogos, ampla área de convivência incluindo um deck, cafeteria, coworking e ambiente para videoconferência.

O que o Orion Parque oferece para as empresas?

Apoio de entidades, acesso a investimento, ecossistema de Inovação, networking, assessorias e mentorias nas áreas: jurídica, contábil, planejamento digital, propriedade intelectual, gestão estratégica e gestão empresarial.

Missão Orion Parque 

“Criar uma cultura inovadora e empreendedora, articulando ações para ativar o ecossistema de inovação e viabilizar negócios inovadores com alto potencial de crescimento para transformar a economia da região”.

Visão Orion Parque

“Ser ponto de referência em inovação e conexão para o ecossistema de inovação da região serrana, reconhecido e integrado com a comunidade”.

Eixos Estratégicos

Eixo 1 – Criação, Atração e Desenvolvimento de Novos Empreendimentos;

Eixo 2 – Fomento e Qualificação de capital humano para Empreendedorismo, inovação e Competitividade Empresarial;

Eixo 3 – Desenvolvimento de Projetos de Cooperação Tecnológica com Instituições de Ensino e Empresas;

Eixo 4 – Aperfeiçoamento da Gestão Institucional e Promoção do Centro de Inovação e do Orion Parque.

Desafios

• Articular o ecossistema de inovação

• Apoiar projetos e novas ideias

• Fomentar o empreendedorismo

• Incentivar a Inovação

• Apoiar os demais habitats do ecossistema

• Estabelecer networking

• Apoiar o Desenvolvimento Econômico Regional Endógeno.

O que já realizamos

• Mais de R$ 200 milhões movimentados pelas empresas do Orion Parque;

• Mais de R$ 2,5 milhões de recursos captados pelo Escritório de Projetos para ações e empresas do Orion Parque;

• Mais de 100 projetos e empresas acompanhadas nos programas de aceleração (Pequenos Negócios/MEls e Projetos Sociais);

• Mais de 1000 horas em mentorias, orientações e aconselhamentos realizadas com empresas e projetos;

• Mais de 60 empresas vinculadas ao Orion Parque;

• Mais de 200 horas de vídeos e conteúdos gerados.

Confira o folder completo do Orion aqui.

Oportunidades

OrionLab

Perfeito para você que tem um ideia no papel e precisa de ajuda para fazer acontecer! No OrionLab você recebe acompanhamento e mentorias durante 12 meses para descobrir se a sua ideia tem potencial para se transformar em um grande negócio.

Incubadora Épsilon

Você que já possui uma startup e está na fase de modelagem do negocio ou definição dos processos de operação, a incubadora Épsilon conta com uma metodologia de acompanhamento formada por uma trilha de incubação e mentores especialistas que vão ajudar sua empresa nessa etapa.

Projetos Inovadores

Sua empresa já está há mais de quatro anos no mercado e você quer desenvolver um novo produto para se manter competitivo? O Edital de Projetos Inovadores é feito para sua empresa receber apoio durante as etapas de criação ou desenvolvimento de um projeto inovador.

Edital PD&I

A sua organização precisa de um ambiente criativo e cheio de oportunidades para que os seus pesquisadores criem inovações? O Edital de PD&I permite que sua equipe faça porte de um ambiente propício à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

Em todas as modalidades você terá acesso:

• Ecossistema de startups;

• Rede de mentores e investidores;

• Ambiente inovador e criativo.

Referências

ANPROTEC – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas.  Parques tecnológicos do Brasil: estudo, análise e proposição. Brasília: Anprotec. 2020. 24p.
BALDONI, Lucas; FURTADO, Tosi André. Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e seu Entorno: Quais perspectivas para consolidar um Ambiente de Inovação? In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PARQUES TECNOLÓGICOS E INCUBADORAS DE EMPRESAS, 29., 2014, Belém, PA. Anais… Belém, 2014.
BARBIERI, José Carlos. Pólos Tecnológicos e de Modernização: notas sobre a experiência brasileira. Revista de Administração de Empresas, v. 34, n. 5, p. 21-31, set-out, 1994.
BONTON, William. The University Handbook on Enterprise Development. Paris: Columbus Handbooks, 1997.
GAINO, Alexandre Augusto Pereira; PAMPLONA, João Batista. Abordagem teórica dos condicionantes da formação e consolidação dos parques tecnológicos. Production, v.24, n.1, p.177-187, 2014.
LÖFSTEN, Hans; LINDELÖF, Peter. Science Parks and the growth of new technology-based firms—academic-industry links, innovation and markets. Research policy, v. 31, n. 6, p. 859-876, 2002.
MAGACHO, Lygia A. Magalhães. Parque de Inovação de serviços para as pessoas: metodologias para o planejamento. 2010, 199f. Dissertação (Mestrado)-Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Administração, 2010.
MEDEIROS, José Adelino. Incubadoras de Empresas: Lições da Experiência Internacional. In: SIMPÓSIO DE GESTÃO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA, XIX, 1996, São Paulo, SP. Anais… São Paulo, 1996.
STEINER, J.E.; CASSIM, M. B,; ROBAZZI, A. C. Parques Tecnológicos: ambientes de inovação. Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. 2008, 41p.
VEDOVELLO, C. A.; JUDICE, V. M. M.; MACULAN, A M. D. Revisão crítica às abordagens a parques tecnológicos: alternativas interpretativas às experiências brasileiras recentes. Revista de Administração e Inovação, v. 3, n. 2, p. 103-118, 2006.

Com informações VIA-UFSC e Rede Catarinense de Centros de Inovação.

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