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Entidade participante da SAIPH recebe recursos da UNESCO para promoção da igualdade no tratamento de ISTs

ACASEF participou da Aceleradora de Projetos Sociais do Orion (Saiph) em 2020, e agora prepara capacitações às populações atendidas pela entidade

Entidade civil, de natureza não governamental, filantrópica e sem fins lucrativos, a Associação Catarinense de Apoio Social e Educacional à Família (ACASEF) desde 2003 atua na articulação de ações engajadas pela prevenção, conscientização aos agravos à saúde, direitos humanos no exercício da cidadania, promoção da saúde, enfrentamento à violência e de combate ao preconceito e discriminação às PVHA (pessoas que vivem com HIV e AIDS), população LGBTI+ e populações em situação de vulnerabilidade social.

Segundo dados contabilizados pela própria associação, somente no ano passado foram quase 4 mil atendimentos, considerando distribuição de cestas básicas (310) e prestação de auxílios jurídicos (32) e psicológicos (758), entre outras ações. 

Sediada em Lages, a Associação vive de doações de empresas, sindicatos e universidades, e também de editais de projetos, captação de recursos e instituições religiosas. São muitas as dificuldades e desafios, mas a ACASEF mantém firme seu propósito em prol de quem mais precisa. 

Em 2020, a ACASEF foi uma das participantes da SAIPH – aceleradora de projetos sociais do Orion Parque Tecnológico que deu suporte aos projetos sociais da região serrana, instigando-os a pensar fora da sua zona de conforto e buscando sustentabilidade num período mais agudo da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19).  

Na Aceleração, que durou cinco meses, os participantes tiveram contato com vários pontos que facilitam, por parte das entidades sociais, a obtenção de recursos, além de capacitações em aspectos administrativos como gestão de projetos, estratégia, transparência, criação de CNPJ, protagonismo social, marketing, prestação de contas e captação de recursos por incentivos sociais. 

Integrado nesse ecossistema, e em parte por conta dessas facilidades oportunizadas, a ACASEF conseguiu um grande resultado, ao ser aprovado no edital de Chamada Pública da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para seleção de organizações da sociedade civil para execução de projetos relacionados à vigilância, prevenção e controle das doenças de condições crônicas e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Os resultados foram divulgados em novembro de 2020. 

Os recursos irão impactar nos trabalhos da ACASEF para a realização de oficinas, pagamento da equipe executora do projeto e sendo assim beneficiar na formação dos Agentes Multiplicadores”, comenta o presidente da entidade, Alex Marcelo Amaral da Silva. 

Alex Amaral, à direita, líder da entidade

Serão destinados R$ 160 mil para o projeto da ACASEF “Garantia de direitos na promoção da vida e Seminário regional de atualização à ‘Prevenção combinada para o fortalecimento das ações preventivas em IST, HIV/AIDS, hepatites virais e tuberculose’”.  Na opinião de Alex, os recursos vindos ajudarão diretamente na capacitação que será oferecida, prevendo impactar mais de mil pessoas na região e em outros estados. 

A nossa participação junto ao da SAIPH nos auxiliou na melhoria da escrita dos projetos, melhoria na performance da instituição e na captação de recursos. Os principais beneficiários destas ações são as famílias, grupos, populações beneficiadas diretamente pelo pelo projeto. Queremos formar cerca de 60 agentes multiplicadores, entre os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de outros mil agentes na cidade de Lages, com populações de pessoas trans; trabalhadores do sexo, homens e mulheres, além de pessoas cisgênero; população usuárias de álcool e outras drogas; gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH); jovens de 15 a 24 anos e pessoas vivendo com o HIV/AIDS e Hepatites Virais (PVHA)”.

Apoio para desenvolvimento de projetos que tenham permanência ao longo do tempo

Um dos objetivos da Saiph é fazer com que os projetos sociais tenham de fato durabilidade, e não fiquem apenas  limitadas à estarem ativos enquanto articuladores forneçam mão de obra pra atividade – e depois acabem por falta de apoiadores.

Na última edição, realizada a partir de junho de 2020, foram mais de 30 horas de capacitações e quase 20 mentores, que ofertaram, gratuitamente, 20 aulas. Foram cerca de 200 horas de conteúdo assistido pelos participantes. Todas as aulas podem ser visualizadas no You Tube do Orion Parque.

“Para 2021 a gente espera chegar em mais entidades e mais pessoas com projetos sociais. Temos o objetivo de potencializar essas instituições sociais, trazendo mais conhecimentos técnicos sobre a gestão de uma organização com caráter social. A ideia é que esse ano a gente faça mais uma edição da aceleradora e consiga capacitar mais entidades e mais pessoas que estão começando agora, para que elas se estruturem para captar recurso e também para que tenham condições de prestar conta, abrir um CNPJ para a organização social, e também conseguir mais patrocinadores privados.  A ideia é passarmos o conteúdo e o empreendedor social sair sabendo como fazer exatamente o que ele precisa, quais são os caminhos. Vamos mudar um pouco o formato, procurar fazer algumas ações de forma presencial,  ou híbrida, e queremos recomeçar ainda neste semestre”, ressaltou Raul Capistrano, líder de programas e ações do Orion Parque.

 

 

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