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Conheça a Sul Florestas Geo Engenharia

Há quase um ano presente no Órion Parque Tecnológico, a Sul Florestas Geo Engenharia atua com um tripé de diferentes atividades:

  • Geoprocessamento – Levantamento georreferenciado e produção de bases cartográficas para subsidiar o processo de tomadas de de decisões;
  • Florestas – Uso de geotecnologias para geração de dados e informações de povoamentos florestais, sendo essas uma das epsecialidades da empresa
  • Meio ambiente – Execução de estudos e projetos para compatibilizar atividades potencialmente poluidoras coma legislação ambiental vigente.

Confira nosso bate-papo com André Bortolotto e Matheus Nunes, empreendedores da Sul Florestas Geo Engenharia

A Sul Florestas começou em 2012. Isso foi logo depois que vocês terminaram a faculdade?

André Bortolotto – Na realidade iniciou a partir do nosso mestrado, quando nos conhecemos, na UFPR, de Curitiba. Lá a gente percebeu que tinha futuro a parte de geotecnologias aplicadas ao setor florestal. Parte dos conhecimentos que aplicamos hoje vieram da parte acadêmica, do mestrado. O Matheus veio primeiro a Lages, na sequência eu vim pra cá. Tivemos algumas oportunidades de negócios e nós resolvemos abrir a empresa e, desde então, estamos trabalhando na parte de geoprocessamento.

Na parte acadêmica, no mestrado, vocês tiveram o incentivo ao empreendedorismo, ou nem tanto?

André Bortolotto – Não, na verdade foi ao contrário. Tínhamos muito trabalho e incentivos na vida acadêmica. Era muita pesquisa, mas resolvemos aplicar os conhecimentos na prática para aliar as duas coisas: a parte acadêmica com o empreendedorismo. Resolvemos terminar o mestrado mas não ir direto a uma empresa. Tivemos várias oportunidades, de muitas empresas. No início tivemos dificuldades, mas com o passar do tempo vimos que conseguimos que o negócio desse certo.

 

A área de silvicultura aqui na região é muito forte. São empresas grandes, consolidadas. Apesar disso, o trabalho de vocês é muito inovador. Como vocês encaram a concorrência?

André Bortolotto – Já temos alguns concorrentes, sim. Mas existe também uma quebra de paradigmas, do método convencional para o ser inovador. Agora podemos mostrar o que pode ser diferente, o que pode ser feito.

Qual a principal vantagem e o diferencial do sistema de vocês, que é totalmente informatizado?

André Bortolotto – Um dos trabalhos que fazemos é esse, do Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), uma vez que graças a essa tecnologia temos como cobrir áreas enormes perto do que conseguimos fazer através do método convencional, que seria a pé, para levantar e mapear essas informações. Dessa forma inovadora, usando as aeronaves, podemos ganhar em escala de quantidade de árvores mapeadas a cada vez. A qualidade das informações são bem melhores. Isso dá uma segurança para o produtor, já que usando o equipamento ele ou a empresa podem ter uma redução de custos bem grande.

O produtor tem também a necessidade de fazer essa avaliação de forma periódica, não é?

André Bortolotto – Esse é um dos paradigmas que estamos tentando quebrar. Muitas vezes os produtores faziam a contagem apenas uma vez, e pronto. Pensava-se que, sabendo quantas árvores se tem, não precisaria mais se preocupar. Mas agora propomos uma mudança nesse aspecto, já que com o VANT podemos fazer um monitoramento periódico, em determinadas épocas.

A silvicultura está sempre sujeita a vários tipos de problemas…

André Bortolotto – Exato, as árvores podem ter pragas, doenças, uma série de fatores podem condicionar a necessidade de periodicamente vermos as condições reais delas através dessa forma.

Matheus Nunes Silva – Um exemplo prático é que, recentemente, nós fizemos o recobrimento de uma área e, por interesse nosso, acabamos sobrevoando novamente. Com isso, vimos focos de doenças que caminhando por baixo da floresta não eram visíveis. Nesse aspecto é muito importante.

No ÓrionLab nós entramos com um foco mas agora estamos amadurecendo essa ideia inicial. Até por questão de concorrências, do que tem sido desenvolvido ao longo do tempo.

Qual foi essa grande mudança?

André Bortolotto – A mudança foi que a gente aqui no Órion, com as assessorias e mentorias, desenvolvendo o modelo de negócio, aprimoramos nossas capacidades, resgatando algumas coisas da área acadêmica que tivemos, mais voltado à pesquisa, e agora pensamos em implementar isso no negócio. Seria uma outra forma de fazermos o inventário florestal. Normalmente usa-se apenas o VANT e drones, mas pensamos também em fazer o inventário florestal dentro da floresta, in loco, trabalhando com equipamentos diferenciados, modificando a forma de fazer inventário florestal.

Um dos equipamentos que vocês utilizam é o VANT – veículo aéreo não tripulado. Foram vocês mesmos que desenvolveram o modelo utilizado?

André Bortolotto – O nosso foi produzido por nós mesmos. Fomos juntando as peças e as partes. Depois fizemos as configurações necessárias. Tivemos um período de testes, muito angustiante, porque aconteceram várias coisas, mas tudo foi um aprendizado. Isso fez com que acreditássemos na ideia, tivéssemos persistência e força de vontade. Fizemos muita pesquisa, mas tivemos etapas de tentativa e erro também.

Quem são os clientes em potencial hoje, em Lages e na região?

André Bortolotto – A gente já atuou em outros estados. Fizemos um trabalho grande em Minas Gerais, com nossos equipamentos. Aqui na região temos atendido a região da AMURES e clientes em potencial são empresas de reflorestamento, nesse primeiro momento em que falamos de florestas, mas agora estamos atuando também na parte de mineração. Algumas empresas que tem extração de minério tem feito levantamento de informações através do VANT, já que eles precisam ter o plano altimétrico das áreas, e também empresas de engenharia, que trabalham com movimentação de terras.

Isso tudo leva em conta os mapeamentos que vocês fazem o mapeamento, tanto do VANT como com o drone…

André Bortolotto – Exato. Usamos um ou outro de acordo com o tamanho da área a ser coberta. Quanto maior a área, passamos do quadricóptero para o VANT. O VANT tem uma autonomia maior, em torno de 1h15min, é elétrico e cobre cerca de 1.000 hectares. O quadricóptero tem autonomia de voo de cerca de 70 minutos.

 

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