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“Sempre tem alguém que bloqueia nossa criatividade”. Edital NASCER inscreve até dia 15/02

Marcado para encerrar no próximo dia 15/02, o edital NASCER, da FAPESC é a chance de ter uma ideia selecionada e de você fazer parte do Orion Parque sem pagar nada, graças à parceria com o CocreationLab – que será instalado no Centro de Inovação Luiz Henrique da Silveira, em Lages, e em outros 14 espaços por todo o estado de Santa Catarina; confira entrevista com Salomão Ribas

O Cocreation Lab é um modelo de ambiente colaborativo voltado para pessoas que tenham ideias/projetos de negócios inovadores com potencial de gerar novos empreendimentos. A partir do edital NASCER, em Lages, são selecionados projetos que ao longo de cinco meses passam por um processo de pré-incubação dentro da metodologia TXM Business, no qual se têm à disposição um conjunto de atividades, encontros, eventos e apoio institucional.

O Cocreation Serra fará parte do maior programa de pré-incubação do país, o NASCER, que é uma iniciativa do Governo do Estado de Santa Catarina, através de uma parceria entre Sebrae Santa Catarina e Fapesc, para possibilitar a operação deste programa sem custo para os projetos selecionados. Ou seja, os projetos selecionados para o Cocreation Serra não terão nenhum custo para participar do programa.

Rodando o estado com o workshop “Como colocar a sua ideia do Papel”, Luiz Salomão Ribas Gomez, um dos responsáveis pela implantação dos Cocreation em todo Estado, conversou conosco sobre o programa, os diferenciais e como ele vai funcionar na prática.

Como funciona a metodologia TXM?

A metodologia TXM tem uma história. São 14 anos de pesquisa. Ela começou numa proposta de cuidar de marcas, depois passou por tendências e agora chegou em negócios. A metodologia está estruturada em três grandes etapas, que é pensar o negócio, gerar uma experiência (que é o produto que vai entregar) e fazer a gestão. Assim temos o Think, eXperience e Management (TXM), focada nessas diretrizes.

Ela é híbrida, ela exige uma ação presencial, para que elas estejam presentes, e isso transforma ela em colaborativa. Todos os participantes dos Cocreation utilizam uma plataforma, que tem acesso a e-books que apresentam, não sendo linear. Eu posso, a qualquer momento, fazer qualquer uma das atividades. Existem projetos que estão em níveis diferentes, ou em posições diferentes nessa linha que a metodologia traz. Ela se “deslineariza”, e cada um pode atuar no momento que está no projeto. Isso é muito legal.

A metodologia tem essa base científica. Não é uma achismo. Já foi utilizada na Holanda, em Portugal, na Espanha, e no Brasil em diversos estados. E comprovadamente funciona.

A metodologia pode ser usada também em outros aspectos?

A estrutura do pensar (think), experienciar (experience) e gestionar (management) tem muito a ver com negócio, mas não quer dizer que ela que ela coloque só aí. O que a gente trabalha também é o tripé Intuição, observação e depois interação com o mercado – validando a observação que eu tive. Eu coloco o que eu acho, depois o que eu observo, e depois o que eu valido. Criamos, inclusive, um Canvas para isso, um modelo próprio. Nele eu consigo primeiro escrever o que eu quero, depois eu chegar no meu MVP, depois validá-lo, e assim por diante. Nesses cinco meses de atividades ele tem total capacidade de fechar esse Canvas.

Público externo também tem acesso ao portal do Cocreation?

Na plataforma, cada equipe tem a sua senha. O mentor de cada equipe tem a senha. No final, quando ele termina e diz: está pronto, isso gera um e-book, que é como se fosse o negócio dele resumido. Como se trata de um trabalho colaborativo, os outros times vão estar envolvidos. Os negócios são compartilhados também porque na plataforma existe um chat, que faz com que eu possa conversar com qualquer pessoa, de qualquer laboratório. São 20 Cocreations em SC, além de outras seis unidades no Brasil.

Cada empreendedor pode se ajudar no caminho. Com todos que fazem parte de uma mesma plataforma temos hoje 250 pessoas. Até março de 2020 esperamos ter de 2 mil a 2.500 pessoas.

Falando mais do NASCER, a ideia é que sejam 15 em todo estado. Como eles vão funcionar? 

O NASCER é um programa de apoio ao Centro de Inovação, e de outros para que a pré-incubadora traga ação para esses espaços. Porque os Centros estavam muito focados na incubação, que é um passo posterior.

Mesmo cidades como Florianópolis, por exemplo, existem três unidades do Cocreation que existem com bastante gente participando. As pessoas que por lá passam conseguem vagas nas incubadoras muito mais facilmente. O programa NASCER tem essa função. FAPESC e Sebrae se uniram e contrataram a metodologia do TXM, que é uma metodologia do laboratório da UFSC, sendo aplicado no estado inteiro. O edital vai até dia 15 de fevereiro para que tenha o máximo de ideias possíveis.

Você tá passando pelo estado com esse workshop “Como colocar sua ideia no papel”. Porque você acha que é tão difícil fazer isso, já que é algo que parece ser muito simples, em certo sentido?   

Depois que você destrava, é realmente muito simples. O problema é o nosso medo. Nesse workshop, o que eu falo é que sempre tem alguém que bloqueia nossa criatividade. Normalmente esse bloqueio acontece nas escolas, porque normalmente falamos: “não faz isso, não responde isso, faz daquele jeito, não faz aquele outro”.

A plataforma que criamos é muito simples. E o que a gente quer é a simplicidade de linguagem, de apresentação. Não é nada acadêmico e científico. É negócio!

A gente quer que essa inovação, esse negócio, se transforme em algo concreto. A linguagem pode ser algo bem simples. É algo bem objetivo, apontando marcados consumidores. A simplicidade vai dizer que a tua ideia empreendedora tenha relevância. Se ele é muito justificado, talvez você queira dar pra ele uma relevância que ele não tem. É isso que fizemos na plataforma agora.

O legal é que os espaços físicos onde vão acontecer os Cocreation pelo estado são bem divergentes. Desde um museu, até parques tecnológicos, ou casas históricas. A estrutura física dos lugares será igual nas cidades. Mesas, cadeiras, datashow, um espaço para os Canvas. A nossa equipe em Florianópolis vai ter um QG, que vai receber as pessoas que queiram participar das palestras lá também.

Uma questão bem importante é que cada projeto terá um mentor. Um mentor exclusivo para aquele projeto. Nós vamos criar uma rede catarinense de mentores, que vão ser treinados pela escola de governo (ENA), que vai treinar esses mentores, e será mentores de Lages, para mentorar os projetos que são daqui, por exemplo. Tendo mais acesso e facilidade de contato, e conhecendo a realidade daqui, a chance de dar certo é muito maior. Serão empresários, professores, e outros profissionais que são voluntários. Porque ele tem quer se envolver, tem que vestir a camisa, e só se veste a camisa com o voluntariado.

Prazos para submissão

As propostas devem ser submetidas no site nascer.fapesc.sc.gov.brNo caso das cidades-polos de Lages e Joinville, onde os Centros de Inovação já estão em funcionamento, o prazo encerra em 15 de fevereiro de 2020. Em Lages, o Orion Parque será um dos espaços que farão parte do Programa Nascer.

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