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Incubação de empresas: o suporte que o seu negócio precisa

A incubação de empresas é uma característica de indução de instituições inovadoras. O Órion Parque Tecnológico tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de novos empreendimentos, onde os resultados esperados a longo prazo deverão garantir a autossustentação e a autonomia da empresa, em determinado prazo. O processo...

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Conheça a Salvo Soluções Digitais e o projeto Cowtrol

Incubadas no Órion desde novembro de 2017, a Salvo Soluções Digitais e o projeto Cowtrol prometem revolucionar aspectos da cultura tradicional da Serra Catarinense. Com inovação e tecnologia, as iniciativas pensadas pelo empreendedor paulista Marcus Moreno ainda não estão disponíveis no mercado, mas os projetos seguem em elevado nível de desenvolvimento.

Confira nosso bate-papo com Marcus Moreno, empreendedor da Salvo Soluções Digitais e do projeto Cowtrol

Você é de São Paulo. Você já tinha a Salvo antes de vir para a cidade? Há quanto tempo está em Lages?

Bom, estou há três anos aqui. A Salvo tem pouco mais de um ano . Quando eu me mudei de São Paulo pra cá eu resolvi empreender. Minha família veio para cá antes e, logo depois que cheguei, o Órion começou a funcionar, em 2016. Eu já estava envolvido com empreendedorismo, esse tipo de coisa, lá em São Paulo. Participava de eventos do SEBRAE, me interessava muito por tudo isso. Era, basicamente, o mesmo modelo de um Centro de Inovação e Parque Tecnológico como o Órion. Como tínhamos um amigo em comum, meu sócio comentou estar precisando de um sistema. Como em São Paulo eu já fazia isso, porque eu trabalhava numa financeira, já tinha feito um sistema para a captura de imagens sobre opções de financiamento. Esse material todo ia para a internet. Tinha a empresa que fazia toda a digitalização, mas não tinha quem fizesse o sistema. Assim surgiu a Salvo, num aspecto complementar às demandas que apareceram pra mim.

E o Cowtrol, como ele nasceu?

Logo depois da Salvo, tive também o projeto do Cowtrol. Brinco dizendo que ele saiu “meio sem querer”, porque meu cunhado e meu filho estavam conversando e aí eles falaram que tinha uma vaca nossa, chamada de “barrosa do chifre torto”, que ia dar cria, e por isso precisava de cuidados.

Olhei para os dois e fiquei curioso, pensando na denominação que ouvi. Pensei que se fosse pra eu saber, estaria em problemas para diferenciar e entender qual dos animais seria esse. Isso que estávamos no sítio. A partir disso, pensei que se eu tivesse um sistema, que incluísse a foto da vaca, o “nome dela” e o número do brinco, eu conseguiria identificá-la rapidamente, de forma muito mais segura e sem a necessidade de conhecer as características físicas do animal.

O Cowtrol começou assim. Uma vez que podíamos ter a possibilidade de identificação, podíamos controlar a necessidade de vacinas, verificar o peso e idade de cada um dos animais, por exemplo. Com o tempo e conversas com os produtores, vimos que o projeto foi ganhando credibilidade. As pessoas iam se interessando e vi que tinha viabilidade também a virar uma startup.

Conheça mais a Softecsul Tecnologia

Uma empresa que decidiu se reinventar ao longo do tempo, sempre de olho nas tendências e descobertas que o mundo da tecnologia traz para contemporaneidade. Essas são as premissas da Softecsul Tecnologia.

Criada em 1993 como Plongez Tecnologia, a Softecsul foi uma das primeiras empresas em Santa Catariana a desenvolver soluções para o sistema Windows.

A partir de 2013 a empresa decidiu se reinventar e passou a ser conhecida como Softecsul Tecnologia. Em 2015 abriu unidade em Pompano Beach, Flórida (EUA), passando a desenvolver soluções que exigem mais conhecimento em software, hardware e um maior grau de dedicação em todos os processos.

Hoje, depois de todo este tempo de caminhada, continua buscando inovação, tecnologia e pessoas como fonte de inspiração para a criação de novos projetos.

São atualmente três os softwares desenvolvidos e comercializados pela Softecsul Tecnologia:

  • Company – Projetado para auxiliar gestores a gerirem seus negócios com eficiência, simplicidade e praticidade. Homologado e de acordo com as regras tributárias atuais que definem ferramentas como NF-e, NFS-e, CT-e, PAF/ECF, Sped Fiscal, SINTEGRA e TEF, o Company garante a tranquilidade tributária fiscal às empresas.
  • ScannPrice – Ferramenta de marketing de relacionamento, composta de três sistemas integrados: um aplicativo mobile, desenvolvido com a identidade visual de sua empresa; um website administrativo para que sua equipe possa ter acesso às informações estatísticas comportamentais de seus clientes e um sistema de leitura e gestão de dados necessários para as funcionalidades do aplicativo. A proposta do ScannPrice é aumentar as vendas, conquistar e fidelizar mais clientes e fortalecer a marca no mercado com uma solução inovadora, capaz de ampliar o canal marketing e relacionamento dos clientes.
  • TargetID – Plataforma IoT (sigla em inglês para Internet of Things, ou Internet das Coisas) pioneira em monitoramento da segurança do trabalhador. O TargetID propõe a monitorar o uso de equipamentos de proteção individual, com o objetivo de cuidar das pessoas e diminuir os riscos de acidentes nos ambientes de trabalho, validando a entrada de pessoas não autorizadas em locais controlados e as datas de vencimento dos EPIs (equipamentos de proteção individual) em uso, além de controlar o tempo máximo de permanência de funcionários em locais sob exposição térmica, química ou biológica.

Confira nosso bate-papo com Nelissa Gevaerd Colossi Branco, diretora de gestão na Softecsul Tecnologia, uma das primeiras residentes do Órion Parque.

Vocês começaram, em 1993, com a Plongez. Como foi esse início?

Quando a gente começou, na verdade, trabalhávamos com a parte de computação gráfica, como ela era chamada. Hoje é o popular web design. A gente fazia toda a parte de verificação, desde livros, apostilas, marcas, desenvolvimento de marcas, e era com isso que a gente trabalhava. Nossa intenção era, na época, fazer de tudo na área de tecnologia.

Depois passamos para a parte de cursos de tecnologia. Na época tinha apenas os cursos extremamente demorados, todos com duração de até um ano para concluí-los.

Nós viemos com uma proposta bem inovadora. Nossos cursos eram rápidos, de uma semana inteira, bem intensivos, e isso conquistou um mercado. Fomos muito bem aceitos, tendo em nossa carteira clientes como AMBEV, Klabin e outras indústrias de grande porte. A principal dificuldade que eles tinham era essa demanda de conhecimento mais básico e demorava até o profissional dar resultado. Tínhamos cursos, desde os básicos até AUTOCAD e programação. Como fazíamos a parte de diagramação e de computação gráfica, buscamos também os cursos e, nesse meio tempo, as coisas foram agregando.

Também começamos a desenvolver sistemas. Num primeiro momento era uma necessidade nossa, porque tínhamos uma loja de tecnologia, que vendia suprimentos. Fomos uma das primeiras a fazer programas em Windows, onde tínhamos conseguido uma ferramenta para isso nos EUA. Começamos a desenvolver sistemas, tínhamos os cursos, vendíamos equipamento e fazíamos manutenção, porque uma coisa foi puxando a outra….

Em 2015 o perfil da empresa mudou completamente…

A gente passou por uma grande dificuldade da empresa há dezoito anos atrás, porque ampliamos demais o leque de mercado. Ficamos muito diversificados. Esse foi então, o momento de olharmos o mercado e decidirmos que não venderíamos mais equipamento, porque já tinha os grandes magazines varejistas que faziam isso.

Como tínhamos essa concorrência direta nessa questão de venda no varejo, optamos por só trabalhar com o desenvolvimento de sistemas. Uma parte do nosso trabalho ficou, apenas, com CRM (Customer Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente).

Chegou em um determinado momento, há uns cinco anos, e disse para meus sócios – que precisávamos diversificar e inovar na área de desenvolvimento, foi quando eu sugeri que fizéssemos um EMPRETEC. Meus sócios fizeram primeiro e eu fiz depois. Ali começou a abrir os nossos horizontes. Começamos a procurar um ramo de negócio diferente. Foi realmente um marco para acordarmos e fazermos algo novo.

Além do software Company, que vocês desenvolveram, novas tecnologias, como o ScannPrice, surgiram dessa necessidade de mudança….

O ScannPrice já vem numa linha totalmente diferente. Agora estamos com projetos de trabalharmos com grandes corporações.

O Company, por sua vez, tem o perfil de pequenas e médias empresas. Tivemos que nos adaptar, porque trabalhávamos com os pequenos. Reconheço que os pequenos são mais fáceis de trabalhar que os grandes. A grande corporação quer tirar sangue, suor e lágrimas da gente… ??

Estamos com o ScannPrice, que é mais na área de Business Intelligence, em lojas de departamento e supermercados, e ele trabalha basicamente com dados. A ideia é buscar o que o consumidor quer realmente consumir. O que ocorre é que nem sempre o que ele quer consumir, ele consome. Estamos buscando justamente essa união.

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