Orion Parque

Estrutura

Startup catarinense desenvolve biotecnologia inovadora para diagnóstico de infecções em aves

Residente no Orion Parque desde 2017, quando ingressou no edital OrionLab, Scienco Biotech não deixou de registrar patentes e acumular grandes resultados no desenvolvimento de biotecnologia. A Scienco Biotech desenvolveu e patenteou, em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), uma biotecnologia para identificar anticorpos em aves. O método inovador será usado, por exemplo, para detectar doenças infecciosas em galinhas e codornas e para verificar a eficácia de imunizações nesses animais. “Essa nova ferramenta molecular será muito importante para melhorar o custo, a eficiência e a rapidez dos diagnósticos em aviários”, explica Maria de Lourdes Borba Magalhães, sócia-fundadora da startup com sede em Lages. Segundo Maria de Lourdes, que também é professora de Produção Animal e Alimentos do Departamento de Ciências Agroveterinárias da Udesc, o próximo passo é utilizar a biotecnologia em testes comerciais de diagnósticos. “Estamos fazendo parcerias com outras instituições para que possamos substituir a parte de detecção do anticorpo pela nossa tecnologia”, conta. De acordo com Maria de Lourdes Borba, a startup desenvolveu uma proteína inovadora que se liga aos anticorpos das aves. Usada em testes de diagnóstico, a biotecnologia poderá ser usada de duas formas nos aviários: mostrará se as aves estão doentes ou, após uma vacinação, se estão devidamente imunizadas.  Nos humanos, os anticorpos que ajudam o organismo a se proteger de infecções são do tipo IgG (imunoglobulinas G) – nas aves, do tipo Y (IgY). “As aves, que têm uma importância econômica para o nosso Estado, também precisam ter a sanidade monitorada através da detecção de anticorpos em testes de diagnóstico. Os métodos existentes atualmente são imprecisos, que envolvem uso de animais de laboratório, com produção onerosa e pouco eficientes”, informou a professora. Inicialmente, a proteína foi desenhada a partir dos conhecimentos teóricos. Em seguida, passou a ser produzida em laboratório com o uso de bactérias. “Buscamos no genoma da galinha uma proteína com capacidade de se ligar aos anticorpos. Na verdade, criamos uma proteína meio Frankstein – pegamos o pedaço de uma e juntamos com outra. Ela já se mostrou funcional, provou que detecta anticorpos de galinha e de codorna e não detecta anticorpos de várias outras espécies. E desenvolvemos um protótipo onde determinamos a sensibilidade do teste, para ver o mínimo de anticorpos que ela pode detectar”, explicou a professora. Futuramente, a biotecnologia também poderá ser utilizada em testes de diagnóstico de doenças em outros animais, inclusive humanos.   A importância dos testes de diagnóstico usados para detectar doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias ou fungos ficou evidente por causa da crise provocada pelo novo coronavírus. A Scienco Biotech, inclusive, está desenvolvendo uma tecnologia para detectar a presença do Sars-Cov-2, vírus que causa a Covid-19. Criada dentro do ambiente de inovação do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, e residente no Centro de Inovação do Orion Parque Tecnológico, a Scienco foi contemplada no Edital de Inovação para a Indústria, do Senai, na categoria “Missão contra Covid-19“, que visa gerar soluções de impacto contra os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus. A partir do edital, a Scienco foi notícia com a criação de um novo teste para identificação da COVID-19, através de uma parceria com o Instituto Senai de Química Verde, do Rio de Janeiro.   Biotecnologia a serviço do desenvolvimento inovador  A biotecnologia para o diagnóstico de infecções em aves também tem relação com a Fapesc. A empresa recebeu R$ 150 mil por meio do Tecnova II, programa que é voltado para  desenvolvimento de novos produtos. Ao todo, mais de R$ 7,5 milhões foram destinados para contemplar 28 empresas em todo o Estado pela Fapesc e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Segundo a professora Maria de Lourdes, o Tecnova está sendo fundamental para o desenvolvimento do projeto. “Conseguimos direcionar uma bolsista de P&D exclusiva para trabalhar no projeto, o que possibilitou avançarmos. Também investimos em matéria-prima. Sem esses recursos, o projeto estaria parado”, afirmou. Para o professor Amauri Bogo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação e presidente em exercício da Fapesc, a trajetória e as conquistas da Scienco Biotech demonstram a importância de aliar ciência, tecnologia e inovação. “Parabenizamos a startup, que, em parceria com a Udesc, tem conseguido mostrar a força catarinense no sistema de CTI. E ficamos feliz em ter feito parte e dado suporte para este desenvolvimento”, afirmou. Com informações FAPESC .

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Parceria Épsilon e MIDILages reforça potencial de startups da região

Priorizando resultados e qualificando novos negócios, incubadora MIDILages e Orion Parque seguirão mesma trilha de acompanhamento consolidado pelo Parque Tecnológico há quase dois anos Potencializar as parcerias com instituições que agreguem para o desenvolvimento regional sempre foi um dos motes do Orion Parque Tecnológico nestes mais de quatro anos de atividades. Iniciando o ano de 2021, essas iniciativas, mais uma vez, consolidam o Parque Tecnológico e demais agentes como promotores do ecossistema regional de inovação. A novidade, dessa vez, é o reforço no desenvolvimento de canais próprios e específicos para a criação de empresas inovadoras: as chamadas incubadoras. Afinal, é graças a elas que o empreendedor consegue apoio para o desenvolvimento do seu negócio, como conceitos de gestão, assessoria contábil, aspectos jurídicos e muitas outras demandas que mentores técnicos podem oferecer, além acompanhamento constante para o desenvolvimento do negócio.  Nesta perspectiva, a Uniplac e o Orion Parque anunciaram neste dia 19/01 a integração das atividades de suas duas incubadoras: O Micro Distrito de Base Tecnológica de Lages – Incubadora MIDILages e a Incubadora Épsilon, do Orion Parque. “O benefício maior será para o Ecossistema, que faz com que todos os empreendedores saiam ganhando. Vamos integralizar a forma de trabalho, das duas incubadoras, teremos esses dois pontos de trabalho, mas trabalharemos juntos, o que gerará muito valor para o Ecossistema”, ressalta o líder de Empresas e Startups do Orion, Hemerson Schenato.  O trabalho integrado entre as duas incubadora terá como foco a utilização da metodologia de trabalho da Épsilon, que desde meados de 2019 já desenvolve capacitações para o crescimento de negócios estreantes no Orion Parque.  Desde lá, todas as empresas vinculadas a qualquer edital de residência do Parque (seja em Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação, Projetos Inovadores e Incubação) passam por uma trilha de atividades e fluxo de ações que tem a proposta de avaliar constantemente o desempenho dos empreendedores. No OrionLab, fase que antecede os editais de residência, as startups são escrutinadas com base nas hipóteses de problemas a serem resolvidos, como validação de problemas, hipóteses/validação da solução e estruturação para incubação. O desenvolvimento de uma metodologia para que todas as empresas residentes do Orion Parque pudessem ser acompanhadas em um formato mais aproximado fez com que as empresas vinculadas evoluíssem com o passar do tempo, sendo assim necessário criar processos de acompanhamento mais estruturados e pró-ativos, ou seja, que não dependessem diretamente da procura das empresas sob demanda.  “Como aqui dentro do Orion Parque estamos com uma metodologia de acompanhamento, essa parceria tem como objetivo que a gente traga essas empresas que estão dentro da MIDI Lages para que sejam acompanhadas pela nossa metodologia, pelo nosso modelo de trabalho”, indica Hemerson.   A maturidade de um negócio é um dos fatores que indicam o quanto uma empresa está preparada para enfrentar os desafios do mercado, cada vez mais concorrido e disputado. Quando pensamos nas startups – empresas iniciantes que operam um modelo de negócio repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza – a taxa das que fecham as portas é expressiva. Segundo dados compilados pela plataforma de investimentos Apex Partners, cerca de 90% das novas startups fracassam. Destas, 20% fecham as portas ainda no primeiro ano e 34% das startups encerram atividades nos primeiros dois anos. Pouco mais de 50% das empresas chegam ao quinto ano. Apenas 25% das empresas chegam à marca dos 15 anos e somente 1 em cada 10 sobrevive a longo prazo.  Sofrer reveses durante a criação de uma startup é normal, e é importante que os empreendedores tenham consciência dos desafios e da ajuda para superar os problemas que aparecem. “Quando desenvolvemos a metodologia da Épsilon, a gente criou isso como uma visão de ativação de Ecossistema, isso é diferente de como você trabalha numa incubadora de um grande centro urbano. Aqui na região serrana a gente teve que ‘descer a régua´, e isso funcionou. A gente viu evoluir muito bem os empreendedores que estavam em estágio inicial, e fizemos isso através da metodologia. Acreditamos que isso vai funcionar com o pessoal da MIDI”, lembrou Schenato. O Orion, hoje, tem números robustos sobre o acompanhamento de startups e negócios: mais de 100 projetos e empresas são acompanhadas nos programas de aceleração (Pequenos Negócios/MEIs e Projetos Sociais); mais de 1000 horas em mentorias, orientações e aconselhamentos realizadas com empresas e projetos e mais de 60 empresas vinculadas ao Orion Parque. Potencial da MIDILages e expectativas de resultados da aproximação Com quase 16 anos de trabalho, o Micro Distrito de Base Tecnológica de Lages – Incubadora MIDILages, na Uniplac, apoia projetos de incubação e pré-incubação, atuantes em setores tecnologicamente dinâmicos e que tenham na inovação tecnológica o diferencial de seus negócios. Atualmente a incubadora possui 24 empresas Incubadas sendo que destas 11 são empresas residentes, 04 são empresas pré-incubadas e 09 empresas não residentes. A Incubadora MIDILages possui estruturas ativas como sala de incubação, administração da incubadora, laboratório de empreendedorismo tecnológico, sala de treinamento, sala de reuniões e auditório. Falando sobre o impacto da parceria, o Diretor Administrativo da Incubadora, Carlos Eduardo de Liz comentou sobre a expectativa do alinhamento com o Orion, tendo em conta que, na visão dele, os maiores desafios em promover o empreendedorismo acadêmico é a região sofrer com a baixa estima empreendedora e limitações de recursos financeiros.  “Esta aproximação é muito favorável tendo em vista que o princípio dos ecossistemas de inovação são de que as empresas tenham seu nascimento dentro de uma Incubadora dentro de um período de tempo pré estabelecido, e após seu desenvolvimento sejam encaminhadas para um parque tecnológico onde terão continuidade. Além disso as mentorias e tutorias aproximações com instituições fomentadoras de recursos que seriam facilitadas pelo fato de estarem junto a um parque tecnológico”, ressalta o empresário, também presidente da ACIL.  Evento online selou o compromisso das incubadoras Em evento online, realizado na noite de terça-feira (19), a MIDLages e o Orion Parque selaram a parceria, ressaltando que tudo isso só foi possível graças a um edital da FAPESC, que destinou R$ 150 mil para essa

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Com apoio do Orion, Lages adere a programa da Secretaria Nacional da Família voltado ao fortalecimento dos vínculos familiares

Cerimônia de adesão foi realizada de forma on-line. O programa Famílias Fortes visa o bem-estar dos membros da família a partir do fortalecimento dos vínculos familiares e do desenvolvimento de habilidades sociais.  Lages está entre o seleto grupo de municípios brasileiros que desenvolverão as atividades do Projeto-Piloto Famílias Fortes, promovido pela Secretaria Nacional da Família, órgão vinculado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Em meados do mês passado, o secretário municipal da Saúde, Claiton Camargo de Souza, também diretor-executivo do Parque Tecnológico, participou da cerimônia on-line de adesão ao acordo de cooperação técnica para implementação do programa. O documento de adesão ao programa foi assinado pelo prefeito Antonio Ceron. O Famílias Fortes visa o bem-estar dos membros da família a partir do fortalecimento dos vínculos familiares e do desenvolvimento de habilidades sociais. Tal objetivo se baseia no fato de que uma relação positiva entre os familiares cria condições favoráveis para o bom desenvolvimento dos filhos, e tende a afastá-los de condutas de risco. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos a 2020, Lages possui população de 157.349 habitantes, e uma estrutura de atendimentos às famílias formada por: oito Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), três Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), 27 Unidades Básicas de Saúde, um Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSi), um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPSad), 126 escolas públicas municipais e 24 escolas estaduais. “Solicitamos à Secretaria Nacional da Família o envio de material didático para formação dos profissionais que vão desenvolver as atividades do projeto-piloto aqui no município”, destaca o prefeito Antonio Ceron. Entre os objetivos do programa estão: ensinar pais e filhos a desenvolverem maneiras eficazes de comunicação e relacionamento; mostrar aos pais a importância de apoiar seus filhos; ensinar os filhos a lidar com o estresse e a pressão dos amigos; promover uma expectativa de futuro aos jovens, entre outros. O secretário municipal da Saúde, Claiton Camargo de Souza comenta sobre a próxima etapa de implantação do projeto-piloto após a assinatura do acordo de cooperação técnica. “Pretendemos capacitar aproximadamente 100 facilitadores que conduzirão as reuniões com as famílias. O programa será fundamental para reforçarmos as políticas públicas de combate às drogas”, explica. O que é o Famílias Fortes? O Famílias Fortes é uma metodologia de prevenção ao uso de álcool e outras drogas por meio do fortalecimento dos vínculos familiares para famílias com crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O conteúdo é baseado na premissa de que as crianças se saem melhor em seu desenvolvimento social quando as famílias são capazes de estabelecer limites e regras de convivência e de expressar afeto e dar apoio adequado às crianças. Facilitadores municipais que atuarão no Projeto-Piloto Famílias Fortes participarão de um curso de formação a distância. A capacitação será promovida pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto busca proporcionar o bem-estar a partir do fortalecimento de vínculos familiares e do desenvolvimento de habilidades parentais e sociais. O curso de formação inicial dos facilitadores, instituído pela Secretaria Nacional da Família (SNF), será desenvolvido por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED). Até lá, os agentes municipais do Famílias Fortes terão acesso a palestras relacionadas ao desenvolvimento do programa. As aulas serão transmitidas por videoconferências com turmas de até 40 facilitadores. A previsão é de que o conteúdo fique pronto até fevereiro de 2021.  Com informações: Prefeitura Municipal de Lages e Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.  Créditos texto e foto: Flávio Fernandes

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Quiron Agrodigital conquista primeiro lugar na banca de Aceleração InovAtiva 2.2020

Melhor startup agro do maior programa de aceleração de startups da América Latina, startup residente no Orion já tem clientes internacionais Participando do InovAtiva 2020.2, maior programa de Aceleração de Startups do país, a Quiron Agrodigital, startup residente no Orion Parque, conseguiu um excelente resultado, com o primeiro lugar na Banca de Agronegócio na aceleração 2020.02, que começou em meados de setembro, de forma totalmente online. O resultado saiu ontem (14), no encerramento e premiação das startups destaques do Experience 20.2, no YouTube do InovAtiva.   Focada do agronegócio, a Quiron Agrodigital provê uma solução remota e automatizada para monitoramento de ocorrência de pestes, doenças e incêndios florestais, usando imagens de satélite e tecnologias de visão computacional que possibilita os gestores mais assertividade e precisão em suas tomadas de decisão nas operações a campo. A startup começou no ano de 2018, já incubada no Centro de Inovação do Orion Parque Tecnológico, e desde lá tem acumulado conquistas e bons resultados em oportunidades de investimentos e programas de capacitação do negócio empreendedor.  No mesmo ano, a Quiron foi aprovada no Sinapse da Inovação, promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina.  De lá para cá, também teve a oportunidade de fazer parte do Forest Insight, da UFV, no Brasil, em 2019, e de ser a  única startup brasileira selecionada para o Salto Growth New Norm, promovido por fundadores das principais startups da Estônia, em maio deste ano. Já em setembro, a Flareless, também da Quiron, foi aprovada para o Batch da Plug and Play Insurtech, estando apta a construir produtos e serviços para as maiores seguradoras do mundo.  O maior programa de Aceleração de Startups da América Latina O InovAtiva Brasil é o maior programa de Aceleração de Startups da América Latina.  Em sete anos já foram submetidos mais de 12 mil projetos, com 3 mil startups treinadas e mais de 1.100 startups aceleradas. Fundamental para negócios inovadores e com poucos anos de vida, as acelerações oferecem capacitação, conexão e mentoria para negócios inovadores. Com dois ciclos por ano, em cada edição são selecionadas até 160 startups para uma aceleração online de até 4 meses. No final do processo, as startups participam do InovAtiva Experience, evento de conexão com líderes-chave do mercado em que empreendedores e empreendedoras se apresentam para uma banca de investidores, grandes empresas e aceleradoras. A Quiron foi avaliada como a melhor startup de Agronegócio nesta edição de 20.2, em que 113 startups participaram.   Atualmente, o programa é coordenado pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia e pelo Sebrae. A partir do terceiro ciclo, no início de 2015, a Fundação CERTI, com sede em Florianópolis, foi selecionada para operacionalizar o programa. A Fundação possui experiência na elaboração de projetos como Sinapse da Inovação, uma iniciativa que apoia o nascimento de centenas de startups em estados brasileiros e desenvolve Parques Tecnológicos em todo o país.

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Prestações de conta – 1º e 2º quadrimestre

Proposta de trabalho para operacionalizar ações de inovação e empreendedorismo, apoio e desenvolvimento de projetos, capacitação de empresas, empreendedores e divulgação do Orion Parque – Centro de Inovação de Lages. 1º quadrimestre – O presente relatório para prestação de contas parcial tem por objetivo comprovar a realização das ações previstas para os meses 1, 2, 3 e 4 de execução da proposta de trabalho para operacionalizar ações de inovação e empreendedorismo, apoio e desenvolvimento de projetos, capacitação de empresas, empreendedores e divulgação do Orion Parque – Centro de Inovação de Lages, de acordo com o termo de parceria 01/2019 firmado com a Prefeitura Municipal de Lages, bem como apresentar a execução financeira de execução referente aos referidos meses. PRIMEIRA PRESTAÇÃO DE CONTAS PARCIAL 1º QUADRIMESTRE: MESES DE EXECUÇÃO 1 A 4. (CLIQUE PARA FAZER O DOWNLOAD) ANEXOS – PRIMEIRA PRESTAÇÃO DE CONTAS PARCIAL 1º QUADRIMESTRE: MESES DE EXECUÇÃO 1 A 4. 2º quadrimestre – O presente relatório para prestação de contas parcial tem por objetivo comprovar a realização das ações previstas para os meses 1 a 8 de execução da proposta de trabalho para operacionalizar ações de inovação e empreendedorismo, apoio e desenvolvimento de projetos, capacitação de empresas, empreendedores e divulgação do Orion Parque – Centro de Inovação de Lages, de acordo com o termo de parceria 01/2019 firmado com a Prefeitura Municipal de Lages, bem como apresentar a execução financeira de execução referente aos referidos meses. SEGUNDA PRESTAÇÃO DE CONTAS PARCIAL 2º QUADRIMESTRE: MESES DE EXECUÇÃO 1 A 8. ANEXOS – SEGUNDA PRESTAÇÃO DE CONTAS PARCIAL 2º QUADRIMESTRE: MESES DE EXECUÇÃO 1 A 8.

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Balanço do Plano de Mitigação entre Orion e Prefeitura mostra resultados positivos em sete meses de atividades na pandemia

Sete meses após o início do Programa de apoio e reestruturação de pequenos negócios locais para retomada econômica e mitigação dos efeitos da crise causada pela COVID-19, realizado pelo Orion Parque em parceria com a Prefeitura de Lages, o balanço de ações articuladas pelo Parque Tecnológico demonstra o dinamismo das iniciativas pensadas a ajudar a comunidade empreendedora serrana neste momento de pandemia. De acordo com levantamento realizado, o número final das atividades construídas desde abril mostra que tivemos a participação de: Mais de 130 pessoas usaram o coworking público; 15 pontos de vinculação para empresas utilizarem as salas do Centro de Inovação e, destes, seis acompanhados para submissão futura ao edital OrionLab. Utilização de salas virtuais de reunião: participaram mais de 4.900 pessoas, em cerca de 130 reuniões online, mediadas pelo Orion, com possibilidade de gravação.  Dois profissionais, que receberam bolsa para contratação de bolsistas do Plano de Mitigação: Um na Scienco e outro na Quiron.  Mais de 80 negócios vinculados na Aceleração de MEIs (Microempreendedor individual) e pequenos negócios, além da realização de 20 encontros virtuais no período, que podem ser conferidas no link: https://plid.in/aulasaceleracao; Mais de 20 projetos e iniciativas sociais vinculadas na Saiph – Aceleradora de Projetos Sociais, um programa que dá suporte aos projetos sociais da região, instigando-os a pensar fora da sua zona de conforto, buscando sustentabilidade no período pós-Covid-19. Os conteúdos gerados durante os encontros estão disponíveis no link: https://plid.in/aulassaiph;  Reuni: Plataforma do programa de Empreendedorismo Universitário (REUNI) foi aberta para toda sociedade cadastrar ideias de novos empreendimentos, para negócios já existentes e desafios para combate a COVID-19. Número de Inscritos: 14 e 36 acompanhamentos realizados. Saiba mais em: https://plid.in/projetoreuni.  Reuni Challenge: 1) Edição  Covid-19: realizado em maio de 2020, fez com que equipes de três universidades fossem desafiadas a criar, do zero, uma startup que pensasse soluções para os problemas causados pela pandemia da Covid-19 na região. Total de envolvidos: 30 universitários, 14 mentores e três universidades participantes. Universidade campeã: UDESC. Confira as apresentações do Reuni no link: https://plid.in/reunicovidfinal .  2) Segunda edição: realizado em novembro de 2020, com mais de 80 acadêmicos de onze instituições de ensino superior, representando as universidades do Meio Oeste e Serra Catarinense, que criaram startups que responderam a problemas de segmentos específicos de mercado, como Turismo, Saúde e Comércio. Total de envolvidos: 80 universitários, 22 mentores e onze universidades participantes. Universidade campeã: Uniplac. Reveja os pitches finais no link: https://plid.in/reunichallenge2  Paralelamente a estas conquistas, todo o trabalho do Instituto Orion teve que ser mudado desde o início do ano, tendo em conta as novas diretrizes estaduais e municipais, que alteraram programações de eventos presenciais planejados e iniciativas que já haviam sido estudadas.       Apesar dos desafios, a adoção das medidas de suporte e capacitação a empreendedores sociais e de negócios descobriu uma nova dinâmica de trabalho para o Instituto.  “O último ano foi para consolidar o modelo do Orion Parque, principalmente do papel do Centro de Inovação. O modelo e metodologia de acompanhamento das empresas e startups foi assertivo, os programas e ações realizadas para o ecossistema de inovação, com cursos, treinamentos, projetos, webinars, CHIMAtalks, todos eles definem o modelo que o Orion funcionou para ativar a cultura de inovação na Serra Catarinense. Mas tudo isso foi apenas o primeiro ciclo, pois agora temos novos desafios e principalmente por causa da pandemia, continuamos aprendendo com tudo que podemos e estamos fazendo”, afirmou o diretor-executivo Claiton Camargo, que no período acumula ainda o cargo de secretário de Saúde de Lages.  Para ele, os desafios que o Orion Parque enfrenta, enquanto Parque Tecnológico numa cidade de interior, com uma dinâmica de Ecossistema que ainda tem muito a amadurecer, podem ser positivos.  “Em cidades menores, trabalhar inovação e ecossistema de inovação é desafiador, mas uma vez conectados e conscientizados os principais atores do território, isso se torna mais fácil de ser operacionalizado do que em grandes centros. Só a partir daí entendemos o potencial das cidades menores que hoje ainda não atuam fortemente com a cultura da inovação, e tem por isso diversos desafios. Estamos falando de mais de 80% das cidades brasileiras”, lembra Claiton.  Reveja a live de apresentação dos resultados

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O papel dos parques científicos e tecnológicos no território – A importância dos parques além de seus muros

Você sabe a diferença a diferença entre os tipos de Parques Tecnológicos que existem? Mais que espaços de convivência, os ambientes de inovação são articuladores de uma dinâmica de conhecimento que ultrapassa as fronteiras de um prédio ou mesmo de uma cidade; aproveite para conhecer ainda mais sobre o Orion Parque e nossos resultados alcançados. Os parques tem um papel a desempenhar no território em que são instalados. Com a globalização, novas experiências foram sendo desenvolvidas visando o desenvolvimento econômico, sendo algumas dessas formas de arranjos locais, os distritos industriais, as incubadoras de empresas e os parques tecnológicos. Os parques são ambientes catalisadores de produtos comercializáveis. O seu objetivos é favorecer a geração de emprego; promover a criação e o fortalecimento de novos empreendimentos de base tecnológica; difundir a cultura e o empreendedorismo; e facilitar a transferência de conhecimento e de tecnologia entre os stakeholders (partes interessadas) envolvidos nesse processo de inovação. Os parques brasileiros devem contribuir de forma relevante para consolidar a formação de uma forte e competitiva “indústria do conhecimento”, bem como para agregar tecnologia e inovação ao setor industrial, agrícola e de serviços já estabelecidos. O sucesso para a implantação e o bom funcionamento dos parques depende de alguns fatores, dentre os quais pode-se citar: o comprometimento dos órgãos do governo (municipal, estadual e federal) e a participação efetiva do setor empresarial, das universidades e de instituições de pesquisa. Os parques têm como missão prover a “inteligência”, a infraestrutura e os serviços necessários ao crescimento e fortalecimento das empresas instaladas no mesmo. Os oito principais benefícios dos parques tecnológicos O Percento Technologies listou oitos benefícios advindos dos parques. 1. Impulsionar a economia2. Fornece espaço abundante para o crescimento3. Incentivar o desenvolvimento de negócios4. Facilitar sessões de treinamento5. Inclusão de tecnologia mais recentes6. Variedade de amenidades7. Promoção de descanso e recreação8. Equipamentos com vários recursos de segurança Conheça mais o papel dos Centros de Inovação! Centros de Inovação são ambientes criados para promover e dar suporte ao empreendedorismo inovador, ajudando a criar e expandir negócios inovadores. Os Centros oferecem serviços que apoiam o empreendedor desde o momento em que o negócio é apenas uma ideia até o momento em que ele está pronto para encarar o mercado, crescer e escalar. O Centros também estimulam a inserção da cultura de inovação nas empresas da região e conectam startups e empreendedores com empresas consolidadas e outros atores importantes. Para operacionalizar esses objetivos, dispõem de serviços como pré-incubação de empresas, incubacão, aceleração, coworking, espaço maker, espaço para eventos e capacitações, espaço para Pesquisa e Desenvolvimento, Marketplace, One Stop Shop, conexão com instituições financeiras e investidores e assim por diante. Esses serviços e atividades são oferecidos diretamente pelo Centro ou por meio de parceiros do ecossistema. Os Centros também fortalecem a cultura da inovação nas organizações locais e conectam os atores do ecossistema regional entre si e com o mundo. Tudo isso para acelerar o necessário desenvolvimento de negócios e organizações rumo à nova economia e ao novo mundo que está se descortinando diante de nós. Saiba mais sobre os conceitos ligados aos Centros de Inovação no livro Centro de Inovação: alinhamento conceitual. Estrutura física 09 salas de reuniões, 04 auditórios, sala de jogos, ampla área de convivência incluindo um deck, cafeteria, coworking e ambiente para videoconferência. Missão Orion Parque  “Criar uma cultura inovadora e empreendedora, articulando ações para ativar o ecossistema de inovação e viabilizar negócios inovadores com alto potencial de crescimento para transformar a economia da região”. Eixos Estratégicos Eixo 1 – Criação, Atração e Desenvolvimento de Novos Empreendimentos; Eixo 2 – Fomento e Qualificação de capital humano para Empreendedorismo, inovação e Competitividade Empresarial; Eixo 3 – Desenvolvimento de Projetos de Cooperação Tecnológica com Instituições de Ensino e Empresas; Eixo 4 – Aperfeiçoamento da Gestão Institucional e Promoção do Centro de Inovação e do Orion Parque. O que já realizamos • Mais de R$ 200 milhões movimentados pelas empresas do Orion Parque; • Mais de R$ 2,5 milhões de recursos captados pelo Escritório de Projetos para ações e empresas do Orion Parque; • Mais de 100 projetos e empresas acompanhadas nos programas de aceleração (Pequenos Negócios/MEls e Projetos Sociais); • Mais de 1000 horas em mentorias, orientações e aconselhamentos realizadas com empresas e projetos; • Mais de 60 empresas vinculadas ao Orion Parque; • Mais de 200 horas de vídeos e conteúdos gerados. Oportunidades Perfeito para você que tem um ideia no papel e precisa de ajuda para fazer acontecer! No OrionLab você recebe acompanhamento e mentorias durante 12 meses para descobrir se a sua ideia tem potencial para se transformar em um grande negócio. Você que já possui uma startup e está na fase de modelagem do negocio ou definição dos processos de operação, a incubadora Épsilon conta com uma metodologia de acompanhamento formada por uma trilha de incubação e mentores especialistas que vão ajudar sua empresa nessa etapa. Sua empresa já está há mais de quatro anos no mercado e você quer desenvolver um novo produto para se manter competitivo? O Edital de Projetos Inovadores é feito para sua empresa receber apoio durante as etapas de criação ou desenvolvimento de um projeto inovador. A sua organização precisa de um ambiente criativo e cheio de oportunidades para que os seus pesquisadores criem inovações? O Edital de PD&I permite que sua equipe faça porte de um ambiente propício à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. • Ecossistema de startups; • Rede de mentores e investidores; • Ambiente inovador e criativo. ANPROTEC – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas.  Parques tecnológicos do Brasil: estudo, análise e proposição. Brasília: Anprotec. 2020. 24p. BARBIERI, José Carlos. Pólos Tecnológicos e de Modernização: notas sobre a experiência brasileira. Revista de Administração de Empresas, v. 34, n. 5, p. 21-31, set-out, 1994. GAINO, Alexandre Augusto Pereira; PAMPLONA, João Batista. Abordagem teórica dos condicionantes da formação e consolidação dos parques tecnológicos. Production, v.24, n.1, p.177-187, 2014. MAGACHO, Lygia A. Magalhães. Parque de Inovação de serviços para as pessoas: metodologias para o planejamento. 2010, 199f. Dissertação (Mestrado)-Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento

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Startups do Orion são avaliadas em Demoday com potenciais investidores

Atividades recorrentes e de preparação para as startups do Orion, DemoDays e Pitch Trainings, realizados em versão online, oportunizam troca de conhecimento e capacitações sobre como melhor apresentar o seu próprio negócio para comunidade e possíveis investidores.  Na lista de desafios que as startups e pequenos negócios precisam superar, conseguir gerar interesse de investidores e potenciais parceiros é algo fundamental. Ao entrar no Orion Parque, e fazer parte das empresas residentes, os empreendedores sabem que isso é parte do processo de desenvolvimento de qualquer um que queira crescer enquanto negócio.  Por isso, o setor de Empresas e Startups trabalha para desenvolver ainda mais o potencial dos empreendedores. Uma das ações é a realização de treinamentos de Pitch Training (treinamento de comunicação de venda e apresentação da empresa) e DemoDays (evento de apresentação de startups para potenciais investidores).   Na última quarta-feira (18) o Orion Parque realizou o último Demoday da temporada. Na oportunidade, sete empresas residentes (Acropolis/Platon, Cowtrol, ALM, Difusa Cultivares, ilergic, SFMAPP/Sul Florestas e Scienco), que foram as melhores no Pitch Training realizado na semana anterior, apresentaram seus negócios para três potenciais investidores: Isabel Baggio, presidente do Banco da Família, Fabio Ferrari, investidor anjo e Diretor do RIA – Rede de Investidores Anjo – uma parceria entre a ACATE e a Anjos do Brasil que já investiu em startups promissoras – e Marcelo Waloski, sócio e fundador da Invisto, o maior círculo de investimentos em venture capital (capital de risco) no sul do Brasil. O Demoday pode ser revisto na íntegra aqui:  Para Hemerson Schenato, líder de startups e empresas do Orion Parque, a importância de eventos assim é notar o quanto de evolução e crescimento do negócio há entre os participantes.    “Tivemos então sete startups apresentando. Todas elas dos segmentos que temos aqui dentro do Orion: biotecnologia, agronegócio, health, apresentando suas soluções para uma banca de possíveis investimento. O bacana é se notar o nível de maturidade das empresas, que evoluiu bastante desde o último Demoday, que aconteceu em fevereiro deste ano, demonstrando uma maior maturidade do ponto de vista dos negócios, na forma de se expressar e na melhora do argumento de venda. Nós temos muitas coisas para evoluir. Como próximos passos, algumas startups que estão buscando investimento procurando estreitar essas relações com esses investidores. Esse vai ser o próximo passo, para que as startups possam começar a receber seus aportes”, ressaltou.  Na opinião do diretor-executivo do Orion, Claiton Camargo, a avaliação por pessoas externas do impacto das empresas desenvolvidas pelo Orion é fator chave para a maturidade a longo prazo dos negócios.  “É muito importante a avaliação dessas pessoas que são externas do Orion Parque. A gente sempre teve como convicção que esse networking que nos envolve, networking que a gente consegue através do Parque com os nossos apoiadores e parceiros faz com que as nossas startups ganhem projeções maiores do que se elas estejam apenas presencialmente no Parque”, lembra. 

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Parceria com polos regionais e compartilhamento de ações: a estratégia de estadualização da inovação em SC

Santa Catarina, estado que cresceu a partir da diversificação econômica regional, cria uma nova dinâmica para desenvolver o setor de tecnologia, independente do grau de maturidade de cada polo. A diversidade econômica e a formação de vários polos regionais marcou a história, a cultura e o desenvolvimento de Santa Catarina. Ao longo do século XX, diferentes segmentos da indústria (metal-mecânica, têxtil, carbonífera, moveleira, agronegócios) moldaram as característica econômicas do Oeste, Serra, Norte, Vale do Itajaí, Sul e Litoral. E se essas regiões pudessem, à época, fazer um intercâmbio de informações e melhores práticas entre si, para entender o que poderia ser replicado e criar conexões entre as diferentes realidades locais? O que não foi possível fazer no passado hoje se tornou uma estratégia para estadualizar iniciativas e programas de desenvolvimento de tecnologia e inovação em Santa Catarina, reduzindo a disparidade regional neste setor. Enquanto algumas regiões do estado já despontam no cenário nacional com ecossistemas em expansão, outras ainda dão os primeiros passos em termos de programas e iniciativas de inovação. Segundo o estudo Tech Report 2020, três regiões – Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Norte – concentram 78,6% do total de empresas de tecnologia e 89,1% do faturamento do setor de Santa Catarina. “Existe uma disparidade de maturidade entre os polos, mas isso é natural. Florianópolis teve que acelerar, porque a vocação econômica local não suportava o setor industrial, então a tecnologia foi o caminho que a cidade encontrou para se desenvolver de maneira sustentável, sem depender da sazonalidade do turismo e também saindo um pouco do setor público”, avalia Iomani Engelmann, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). Em termos de estado, comenta, “há um potencial natural se os polos aproveitarem suas vocações e é o que está acontecendo”. O Planalto Serrano e a região Sul do estado são as que percentualmente mais estão crescendo no mercado de tecnologia do estado, aponta anualmente o estudo Tech Report. Outras cidades do interior também se destacam com suas empresas-referência, como Brusque, sede da Hiper, startup de tecnologia para o varejo comprada em 2019 pela Linx; e Concórdia, berço da Compufour, vendida em setembro por R$ 100 milhões para uma multinacional italiana. Uma das formas que a entidade buscou para apoiar o desenvolvimento regional foi estadualizar suas ações, a partir de parcerias com polos locais e do compartilhamento de experiências, metodologias e benefícios às empresas associadas, além de um programa de apoio à governança e captação de receitas. A adesão é crescente: em 2018, a ACATE tinha 117 empresas associadas por meio da parceria com os polos regionais, número que chegou a 230 no final de 2019 e, até setembro, era de aproximadamente 350. REDE DE POLOS REGIONAIS CONVENIADOS À ACATE:  BLUSOFT Médio Vale do Itajaí (Blumenau) NIAVI/ACIRS Alto Vale do Itajaí (Rio do Sul) NUTI/ACII Vale do Itajaí/Litoral (Itajaí) ORION PARQUE Planalto Serrano (Lages) DEATEC Oeste (Chapecó) SOFTVILLE Norte (Joinville) NTI / ACIT Sul (Tubarão) NBT/ ACIC Sul (Criciúma) CITI Brusque ACATE Grande Florianópolis A partir de entrevistas com os diretores regionais, a ACATE está desenvolvendo um mapeamento completo e inédito do ecossistema de Santa Catarina. “Precisamos levar inovação para todo o estado. Algumas regiões já têm um mercado maduro, outras estão em fases bem distintas do desenvolvimento, mas todas essas experiências precisam ser compartilhadas. Por isso estamos fazendo reuniões quinzenais com todos os polos”, comenta Nelissa Branco, vice-presidente de Integração da ACATE e também do Orion Parque Tecnológico, inaugurado em 2016 e que tem sido um ponto de referência para a criação de um ecossistema de tecnologia em Lages. A região Serrana conta com apenas 3% do total de empresas do setor em SC, mas nos últimos três anos tem desenvolvido uma série de programas de inovação envolvendo mercado, comunidade e academia. Hoje o Orion conta com 140 empresas vinculadas, onde trabalham 1,8 mil pessoas, com um faturamento total de R$ 155 milhões e R$ 12 milhões de impostos recolhidos. ENCONTROS ONLINE AJUDAM A CONECTAR EMPREENDEDORES DE TODO O ESTADO O “novo normal” digital tem sido um aliado nesse processo. “Como todos os eventos e encontros agora são virtuais, acabamos conectando empreendedores de todo o estado, por exemplo, para reuniões como as das Verticais de Negócio, que até a pandemia eram somente presenciais. Isto foi um grande diferencial para empresas de outras regiões do estado”, ressalta Nelissa. Há vários programas que foram validados em algumas regiões e podem ser aplicados em outras, como o Entra 21, iniciativa de formação profissional liderada há 15 anos pela Blusoft, em Blumenau, e que capacita cerca de 350 jovens/ano na região. Agora, está sendo estruturado pela vice-presidência de Talentos da ACATE, liderada pelo cofundador da Softplan, Moacir Marafon, para atender outras regiões do estado. “Com o mapeamento, podemos entender o que cada região precisa de acordo com sua fase de desenvolvimento e o que pode ser replicado para cada necessidade. Essa integração e o fortalecimento regional são preocupações que temos para ajudar no crescimento de todo o estado”, diz a vice-presidente. Em Chapecó, por exemplo, o polo local associado DEATEC vai inaugurar em novembro deste ano um Centro de Inovação nos mesmos moldes e conceito do CIA ACATE Primavera, em Florianópolis. “O setor de tecnologia no Oeste fatura R$ 1 bilhão por ano e o total de empresas representa 10% do estado, mas estamos muito espalhados. Nem todos vão se mudar, mas queremos concentrar ações e encontros no local, materializar nosso ecossistema”, diz Sinara Perosa, presidente do Deatec. No Norte do estado, a ACATE levou o programa de inovação aberta LinkLab para o Ágora Tech Park – em uma iniciativa que ajudou a conectar grandes indústrias da região ao ambiente de startups, projeto já consolidado em Florianópolis e que, desde 2019, também roda no município de São José. “Um dos grandes diferenciais do ecossistema de Santa Catarina é que ele está se mantendo descentralizado, aproveitando a vocação econômica de cada região para que os polos de tecnologia também se mantenham diversificados”, conclui Iomani. ECOSSISTEMAS SÃO REGIONAIS, NÃO MUNICIPAIS “Os ambientes globais de inovação não são formados por uma única cidade, mas sim por uma região, como o Vale do Silício e outras referências. Por isso temos que

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