Orion Parque

FAPESC

Orion Parque inaugura espaço público de coworking

Primeiro do gênero da região, parceria do Orion e Prefeitura de Lages, iniciativa possibilita o uso sem restrição do espaço – com mesas de escritório com tomadas, cadeiras e wifi gratuito – para toda a comunidade. Após um período em que os espaços do Orion Parque foram alargados a mais pessoas, possibilitando o fácil acesso a empresários, empreendedores, profissionais liberais, estudantes e público em geral, o Centro de Inovação apresenta uma estrutura que possibilitará a versatilidade de coworking com a adaptação de mesas para utilização de trabalho compartilhado – até mesmo eventos em geral. Cerca de 50 novos espaços de coworking estão disponíveis no hall de entrada do Centro de Inovação, no Orion Parque, com acesso e utilização gratuitos para a comunidade em geral. Todos os cuidados possíveis para diminuir a chance de propagação do novo coronavírus foram tomados. “Inicialmente ele será disponibilizado com 50% de sua capacidade para mantermos as normas de segurança” ressalta Claiton Camargo, diretor-executivo do Orion Parque. “Com a implantação do Plano de Mitigação em 2020, com o intuito de amenizar os efeitos da COVID-19, aderimos à ideia de Coworking Público, mediante a percepção de uma carência desse tipo de utilização no Ecossistema, para que pequenos negócios e empreendedores, além de negócios locais, pudessem manter suas atividades com intuito de aproximação da comunidade ao Ecossistema e também às atividades do Orion. Atualmente o Orion Parque possui condições de manter um Coworking Público estruturado, totalmente gratuito e em parceria da Prefeitura Municipal de Lages”, lembra o CEO. As mesas coletivas possuem cadeiras tipo escritório e tomada para uso de notebooks. O Orion Parque conta com wifi gratuito, mediante cadastro. Também há possiblidade de empréstimo de computadores pelo Centro de Inovação, sob reserva, que deve ser feita através deste link – também  para uso do coworking. Inauguração  A inauguração do novo espaço do coworking do Orion Parque aconteceu nesta quarta-feira, 03 de fevereiro, no hall do Orion Parque. Na oportunidade, autoridades destacaram a importância do espaço para fomentar a cultura empreendedora da região. Álvaro Mondadori (Joinha) – Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo – \”Este é o meu primeiro ato público como secretário, e me dá muita satisfação ver o que se conseguiu fazer aqui. A palavra é gratidão\”. Ver. Gerson Omar dos Santos – Presidente da Câmara de Vereadores de Lages – \”Este é um projeto extremamente importante para o município. Grandes cidades de SC tem esse mercado de coworking extremamente positivo. Queremos oportunizar as pessoas a dinamizar a criatividade. A Câmara reconhece esse esforço\”. Nelissa Branco – Vice-presidente de Integração da Acate – \”O Orion foi criado pensando na inovação. Gostaria de agradecer a prefeitura e a Câmara pela participação. IO coworking público para nós é muito importante, para que possamos fomentar a inovação. Isso é muito importante para o Ecossistema\”.

Orion Parque inaugura espaço público de coworking Read More »

Startup catarinense desenvolve biotecnologia inovadora para diagnóstico de infecções em aves

Residente no Orion Parque desde 2017, quando ingressou no edital OrionLab, Scienco Biotech não deixou de registrar patentes e acumular grandes resultados no desenvolvimento de biotecnologia. A Scienco Biotech desenvolveu e patenteou, em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), uma biotecnologia para identificar anticorpos em aves. O método inovador será usado, por exemplo, para detectar doenças infecciosas em galinhas e codornas e para verificar a eficácia de imunizações nesses animais. “Essa nova ferramenta molecular será muito importante para melhorar o custo, a eficiência e a rapidez dos diagnósticos em aviários”, explica Maria de Lourdes Borba Magalhães, sócia-fundadora da startup com sede em Lages. Segundo Maria de Lourdes, que também é professora de Produção Animal e Alimentos do Departamento de Ciências Agroveterinárias da Udesc, o próximo passo é utilizar a biotecnologia em testes comerciais de diagnósticos. “Estamos fazendo parcerias com outras instituições para que possamos substituir a parte de detecção do anticorpo pela nossa tecnologia”, conta. De acordo com Maria de Lourdes Borba, a startup desenvolveu uma proteína inovadora que se liga aos anticorpos das aves. Usada em testes de diagnóstico, a biotecnologia poderá ser usada de duas formas nos aviários: mostrará se as aves estão doentes ou, após uma vacinação, se estão devidamente imunizadas.  Nos humanos, os anticorpos que ajudam o organismo a se proteger de infecções são do tipo IgG (imunoglobulinas G) – nas aves, do tipo Y (IgY). “As aves, que têm uma importância econômica para o nosso Estado, também precisam ter a sanidade monitorada através da detecção de anticorpos em testes de diagnóstico. Os métodos existentes atualmente são imprecisos, que envolvem uso de animais de laboratório, com produção onerosa e pouco eficientes”, informou a professora. Inicialmente, a proteína foi desenhada a partir dos conhecimentos teóricos. Em seguida, passou a ser produzida em laboratório com o uso de bactérias. “Buscamos no genoma da galinha uma proteína com capacidade de se ligar aos anticorpos. Na verdade, criamos uma proteína meio Frankstein – pegamos o pedaço de uma e juntamos com outra. Ela já se mostrou funcional, provou que detecta anticorpos de galinha e de codorna e não detecta anticorpos de várias outras espécies. E desenvolvemos um protótipo onde determinamos a sensibilidade do teste, para ver o mínimo de anticorpos que ela pode detectar”, explicou a professora. Futuramente, a biotecnologia também poderá ser utilizada em testes de diagnóstico de doenças em outros animais, inclusive humanos.   A importância dos testes de diagnóstico usados para detectar doenças infecciosas causadas por vírus, bactérias ou fungos ficou evidente por causa da crise provocada pelo novo coronavírus. A Scienco Biotech, inclusive, está desenvolvendo uma tecnologia para detectar a presença do Sars-Cov-2, vírus que causa a Covid-19. Criada dentro do ambiente de inovação do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Lages, e residente no Centro de Inovação do Orion Parque Tecnológico, a Scienco foi contemplada no Edital de Inovação para a Indústria, do Senai, na categoria “Missão contra Covid-19“, que visa gerar soluções de impacto contra os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus. A partir do edital, a Scienco foi notícia com a criação de um novo teste para identificação da COVID-19, através de uma parceria com o Instituto Senai de Química Verde, do Rio de Janeiro.   Biotecnologia a serviço do desenvolvimento inovador  A biotecnologia para o diagnóstico de infecções em aves também tem relação com a Fapesc. A empresa recebeu R$ 150 mil por meio do Tecnova II, programa que é voltado para  desenvolvimento de novos produtos. Ao todo, mais de R$ 7,5 milhões foram destinados para contemplar 28 empresas em todo o Estado pela Fapesc e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Segundo a professora Maria de Lourdes, o Tecnova está sendo fundamental para o desenvolvimento do projeto. “Conseguimos direcionar uma bolsista de P&D exclusiva para trabalhar no projeto, o que possibilitou avançarmos. Também investimos em matéria-prima. Sem esses recursos, o projeto estaria parado”, afirmou. Para o professor Amauri Bogo, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação e presidente em exercício da Fapesc, a trajetória e as conquistas da Scienco Biotech demonstram a importância de aliar ciência, tecnologia e inovação. “Parabenizamos a startup, que, em parceria com a Udesc, tem conseguido mostrar a força catarinense no sistema de CTI. E ficamos feliz em ter feito parte e dado suporte para este desenvolvimento”, afirmou. Com informações FAPESC .

Startup catarinense desenvolve biotecnologia inovadora para diagnóstico de infecções em aves Read More »

FAPESC divulga os aprovados na fase de admissibilidade do Prêmio Inovação Catarinense; Orion Parque concorre em quatro categorias

Já são conhecidos os 137 projetos que concorrem ao Prêmio Inovação Catarinense – professor Caspar Erich Stemmer, realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). A divulgação das propostas aprovadas na fase de admissibilidade ocorreu em dezembro passado. Ainda no início de 2021 serão divulgados os finalistas e os vencedores serão conhecidos em cerimônia sem data definida por enquanto, mas que ocorrerá depois de março de 2021, pelo menos. O Prêmio Inovação Catarinense foi criado pela Lei 14.328, de 2008 (Lei Catarinense de Inovação) e dispõe sobre incentivos à pesquisa científica e tecnológica e à inovação no ambiente produtivo, visando à capacitação em ciência, tecnologia e inovação, permitindo o equilíbrio regional e o desenvolvimento econômico e social sustentável do Estado de Santa Catarina. A premiação homenageia a memória do Professor Caspar Erich Stemmer, personalidade catarinense de destaque nacional no desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação. O Prêmio incentiva e reconhece os esforços bem-sucedidos de gestão da inovação que auxiliem no desenvolvimento dos ecossistemas de empreendedorismo inovador no Estado de Santa Catarina. O objetivo do prêmio é destacar trajetórias de personalidades e instituições que colaboraram para o desenvolvimento da inovação em Santa Catarina. Os primeiros lugares serão contemplados com R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente. Também serão entregues troféus e certificados aos vencedores. Entre os objetivos, destacam-se selecionar pessoas, equipes de pesquisa, instituições, órgãos públicos estaduais e municipais e empresas catarinenses que se destacaram por seus esforços na conversão do conhecimento em inovação, gerando significativa contribuição ou impacto para a sociedade catarinense, e também agraciar e valorizar a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo ou um novo método de marketing ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas. Confira as categorias abaixo e os concorrentes do Orion na premiação, em cada uma delas:

FAPESC divulga os aprovados na fase de admissibilidade do Prêmio Inovação Catarinense; Orion Parque concorre em quatro categorias Read More »

O papel dos parques científicos e tecnológicos no território – A importância dos parques além de seus muros

Você sabe a diferença a diferença entre os tipos de Parques Tecnológicos que existem? Mais que espaços de convivência, os ambientes de inovação são articuladores de uma dinâmica de conhecimento que ultrapassa as fronteiras de um prédio ou mesmo de uma cidade; aproveite para conhecer ainda mais sobre o Orion Parque e nossos resultados alcançados. Os parques tem um papel a desempenhar no território em que são instalados. Com a globalização, novas experiências foram sendo desenvolvidas visando o desenvolvimento econômico, sendo algumas dessas formas de arranjos locais, os distritos industriais, as incubadoras de empresas e os parques tecnológicos. Os parques são ambientes catalisadores de produtos comercializáveis. O seu objetivos é favorecer a geração de emprego; promover a criação e o fortalecimento de novos empreendimentos de base tecnológica; difundir a cultura e o empreendedorismo; e facilitar a transferência de conhecimento e de tecnologia entre os stakeholders (partes interessadas) envolvidos nesse processo de inovação. Os parques brasileiros devem contribuir de forma relevante para consolidar a formação de uma forte e competitiva “indústria do conhecimento”, bem como para agregar tecnologia e inovação ao setor industrial, agrícola e de serviços já estabelecidos. O sucesso para a implantação e o bom funcionamento dos parques depende de alguns fatores, dentre os quais pode-se citar: o comprometimento dos órgãos do governo (municipal, estadual e federal) e a participação efetiva do setor empresarial, das universidades e de instituições de pesquisa. Os parques têm como missão prover a “inteligência”, a infraestrutura e os serviços necessários ao crescimento e fortalecimento das empresas instaladas no mesmo. Os oito principais benefícios dos parques tecnológicos O Percento Technologies listou oitos benefícios advindos dos parques. 1. Impulsionar a economia2. Fornece espaço abundante para o crescimento3. Incentivar o desenvolvimento de negócios4. Facilitar sessões de treinamento5. Inclusão de tecnologia mais recentes6. Variedade de amenidades7. Promoção de descanso e recreação8. Equipamentos com vários recursos de segurança Conheça mais o papel dos Centros de Inovação! Centros de Inovação são ambientes criados para promover e dar suporte ao empreendedorismo inovador, ajudando a criar e expandir negócios inovadores. Os Centros oferecem serviços que apoiam o empreendedor desde o momento em que o negócio é apenas uma ideia até o momento em que ele está pronto para encarar o mercado, crescer e escalar. O Centros também estimulam a inserção da cultura de inovação nas empresas da região e conectam startups e empreendedores com empresas consolidadas e outros atores importantes. Para operacionalizar esses objetivos, dispõem de serviços como pré-incubação de empresas, incubacão, aceleração, coworking, espaço maker, espaço para eventos e capacitações, espaço para Pesquisa e Desenvolvimento, Marketplace, One Stop Shop, conexão com instituições financeiras e investidores e assim por diante. Esses serviços e atividades são oferecidos diretamente pelo Centro ou por meio de parceiros do ecossistema. Os Centros também fortalecem a cultura da inovação nas organizações locais e conectam os atores do ecossistema regional entre si e com o mundo. Tudo isso para acelerar o necessário desenvolvimento de negócios e organizações rumo à nova economia e ao novo mundo que está se descortinando diante de nós. Saiba mais sobre os conceitos ligados aos Centros de Inovação no livro Centro de Inovação: alinhamento conceitual. Estrutura física 09 salas de reuniões, 04 auditórios, sala de jogos, ampla área de convivência incluindo um deck, cafeteria, coworking e ambiente para videoconferência. Missão Orion Parque  “Criar uma cultura inovadora e empreendedora, articulando ações para ativar o ecossistema de inovação e viabilizar negócios inovadores com alto potencial de crescimento para transformar a economia da região”. Eixos Estratégicos Eixo 1 – Criação, Atração e Desenvolvimento de Novos Empreendimentos; Eixo 2 – Fomento e Qualificação de capital humano para Empreendedorismo, inovação e Competitividade Empresarial; Eixo 3 – Desenvolvimento de Projetos de Cooperação Tecnológica com Instituições de Ensino e Empresas; Eixo 4 – Aperfeiçoamento da Gestão Institucional e Promoção do Centro de Inovação e do Orion Parque. O que já realizamos • Mais de R$ 200 milhões movimentados pelas empresas do Orion Parque; • Mais de R$ 2,5 milhões de recursos captados pelo Escritório de Projetos para ações e empresas do Orion Parque; • Mais de 100 projetos e empresas acompanhadas nos programas de aceleração (Pequenos Negócios/MEls e Projetos Sociais); • Mais de 1000 horas em mentorias, orientações e aconselhamentos realizadas com empresas e projetos; • Mais de 60 empresas vinculadas ao Orion Parque; • Mais de 200 horas de vídeos e conteúdos gerados. Oportunidades Perfeito para você que tem um ideia no papel e precisa de ajuda para fazer acontecer! No OrionLab você recebe acompanhamento e mentorias durante 12 meses para descobrir se a sua ideia tem potencial para se transformar em um grande negócio. Você que já possui uma startup e está na fase de modelagem do negocio ou definição dos processos de operação, a incubadora Épsilon conta com uma metodologia de acompanhamento formada por uma trilha de incubação e mentores especialistas que vão ajudar sua empresa nessa etapa. Sua empresa já está há mais de quatro anos no mercado e você quer desenvolver um novo produto para se manter competitivo? O Edital de Projetos Inovadores é feito para sua empresa receber apoio durante as etapas de criação ou desenvolvimento de um projeto inovador. A sua organização precisa de um ambiente criativo e cheio de oportunidades para que os seus pesquisadores criem inovações? O Edital de PD&I permite que sua equipe faça porte de um ambiente propício à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. • Ecossistema de startups; • Rede de mentores e investidores; • Ambiente inovador e criativo. ANPROTEC – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas.  Parques tecnológicos do Brasil: estudo, análise e proposição. Brasília: Anprotec. 2020. 24p. BARBIERI, José Carlos. Pólos Tecnológicos e de Modernização: notas sobre a experiência brasileira. Revista de Administração de Empresas, v. 34, n. 5, p. 21-31, set-out, 1994. GAINO, Alexandre Augusto Pereira; PAMPLONA, João Batista. Abordagem teórica dos condicionantes da formação e consolidação dos parques tecnológicos. Production, v.24, n.1, p.177-187, 2014. MAGACHO, Lygia A. Magalhães. Parque de Inovação de serviços para as pessoas: metodologias para o planejamento. 2010, 199f. Dissertação (Mestrado)-Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento

O papel dos parques científicos e tecnológicos no território – A importância dos parques além de seus muros Read More »

Parceria com polos regionais e compartilhamento de ações: a estratégia de estadualização da inovação em SC

Santa Catarina, estado que cresceu a partir da diversificação econômica regional, cria uma nova dinâmica para desenvolver o setor de tecnologia, independente do grau de maturidade de cada polo. A diversidade econômica e a formação de vários polos regionais marcou a história, a cultura e o desenvolvimento de Santa Catarina. Ao longo do século XX, diferentes segmentos da indústria (metal-mecânica, têxtil, carbonífera, moveleira, agronegócios) moldaram as característica econômicas do Oeste, Serra, Norte, Vale do Itajaí, Sul e Litoral. E se essas regiões pudessem, à época, fazer um intercâmbio de informações e melhores práticas entre si, para entender o que poderia ser replicado e criar conexões entre as diferentes realidades locais? O que não foi possível fazer no passado hoje se tornou uma estratégia para estadualizar iniciativas e programas de desenvolvimento de tecnologia e inovação em Santa Catarina, reduzindo a disparidade regional neste setor. Enquanto algumas regiões do estado já despontam no cenário nacional com ecossistemas em expansão, outras ainda dão os primeiros passos em termos de programas e iniciativas de inovação. Segundo o estudo Tech Report 2020, três regiões – Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Norte – concentram 78,6% do total de empresas de tecnologia e 89,1% do faturamento do setor de Santa Catarina. “Existe uma disparidade de maturidade entre os polos, mas isso é natural. Florianópolis teve que acelerar, porque a vocação econômica local não suportava o setor industrial, então a tecnologia foi o caminho que a cidade encontrou para se desenvolver de maneira sustentável, sem depender da sazonalidade do turismo e também saindo um pouco do setor público”, avalia Iomani Engelmann, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). Em termos de estado, comenta, “há um potencial natural se os polos aproveitarem suas vocações e é o que está acontecendo”. O Planalto Serrano e a região Sul do estado são as que percentualmente mais estão crescendo no mercado de tecnologia do estado, aponta anualmente o estudo Tech Report. Outras cidades do interior também se destacam com suas empresas-referência, como Brusque, sede da Hiper, startup de tecnologia para o varejo comprada em 2019 pela Linx; e Concórdia, berço da Compufour, vendida em setembro por R$ 100 milhões para uma multinacional italiana. Uma das formas que a entidade buscou para apoiar o desenvolvimento regional foi estadualizar suas ações, a partir de parcerias com polos locais e do compartilhamento de experiências, metodologias e benefícios às empresas associadas, além de um programa de apoio à governança e captação de receitas. A adesão é crescente: em 2018, a ACATE tinha 117 empresas associadas por meio da parceria com os polos regionais, número que chegou a 230 no final de 2019 e, até setembro, era de aproximadamente 350. REDE DE POLOS REGIONAIS CONVENIADOS À ACATE:  BLUSOFT Médio Vale do Itajaí (Blumenau) NIAVI/ACIRS Alto Vale do Itajaí (Rio do Sul) NUTI/ACII Vale do Itajaí/Litoral (Itajaí) ORION PARQUE Planalto Serrano (Lages) DEATEC Oeste (Chapecó) SOFTVILLE Norte (Joinville) NTI / ACIT Sul (Tubarão) NBT/ ACIC Sul (Criciúma) CITI Brusque ACATE Grande Florianópolis A partir de entrevistas com os diretores regionais, a ACATE está desenvolvendo um mapeamento completo e inédito do ecossistema de Santa Catarina. “Precisamos levar inovação para todo o estado. Algumas regiões já têm um mercado maduro, outras estão em fases bem distintas do desenvolvimento, mas todas essas experiências precisam ser compartilhadas. Por isso estamos fazendo reuniões quinzenais com todos os polos”, comenta Nelissa Branco, vice-presidente de Integração da ACATE e também do Orion Parque Tecnológico, inaugurado em 2016 e que tem sido um ponto de referência para a criação de um ecossistema de tecnologia em Lages. A região Serrana conta com apenas 3% do total de empresas do setor em SC, mas nos últimos três anos tem desenvolvido uma série de programas de inovação envolvendo mercado, comunidade e academia. Hoje o Orion conta com 140 empresas vinculadas, onde trabalham 1,8 mil pessoas, com um faturamento total de R$ 155 milhões e R$ 12 milhões de impostos recolhidos. ENCONTROS ONLINE AJUDAM A CONECTAR EMPREENDEDORES DE TODO O ESTADO O “novo normal” digital tem sido um aliado nesse processo. “Como todos os eventos e encontros agora são virtuais, acabamos conectando empreendedores de todo o estado, por exemplo, para reuniões como as das Verticais de Negócio, que até a pandemia eram somente presenciais. Isto foi um grande diferencial para empresas de outras regiões do estado”, ressalta Nelissa. Há vários programas que foram validados em algumas regiões e podem ser aplicados em outras, como o Entra 21, iniciativa de formação profissional liderada há 15 anos pela Blusoft, em Blumenau, e que capacita cerca de 350 jovens/ano na região. Agora, está sendo estruturado pela vice-presidência de Talentos da ACATE, liderada pelo cofundador da Softplan, Moacir Marafon, para atender outras regiões do estado. “Com o mapeamento, podemos entender o que cada região precisa de acordo com sua fase de desenvolvimento e o que pode ser replicado para cada necessidade. Essa integração e o fortalecimento regional são preocupações que temos para ajudar no crescimento de todo o estado”, diz a vice-presidente. Em Chapecó, por exemplo, o polo local associado DEATEC vai inaugurar em novembro deste ano um Centro de Inovação nos mesmos moldes e conceito do CIA ACATE Primavera, em Florianópolis. “O setor de tecnologia no Oeste fatura R$ 1 bilhão por ano e o total de empresas representa 10% do estado, mas estamos muito espalhados. Nem todos vão se mudar, mas queremos concentrar ações e encontros no local, materializar nosso ecossistema”, diz Sinara Perosa, presidente do Deatec. No Norte do estado, a ACATE levou o programa de inovação aberta LinkLab para o Ágora Tech Park – em uma iniciativa que ajudou a conectar grandes indústrias da região ao ambiente de startups, projeto já consolidado em Florianópolis e que, desde 2019, também roda no município de São José. “Um dos grandes diferenciais do ecossistema de Santa Catarina é que ele está se mantendo descentralizado, aproveitando a vocação econômica de cada região para que os polos de tecnologia também se mantenham diversificados”, conclui Iomani. ECOSSISTEMAS SÃO REGIONAIS, NÃO MUNICIPAIS “Os ambientes globais de inovação não são formados por uma única cidade, mas sim por uma região, como o Vale do Silício e outras referências. Por isso temos que

Parceria com polos regionais e compartilhamento de ações: a estratégia de estadualização da inovação em SC Read More »

Sebrae fomenta cultura empreendedora de inovação na Serra Catarinense

O evento, promovido pelo Sebrae/SC em parceria com o Orion Parque de Lages, foi transmitido ao vivo via You Tube e fez parte da Semana da Inovação 2020 Referência em inovação, o especialista em design experiencial e mestre em desenvolvimento socioeconômico, Igor Drudi, ministrou palestra sobre cultura empreendedora e inovação transformando cenários. O evento, promovido pelo Sebrae/SC em parceria com o Orion Parque de Lages, foi transmitido ao vivo via YouTube. O objetivo é fomentar a cultura empreendedora de inovação na Serra.  A palestra pode ser revista aqui. Drudi fez abordagens sobre a cultura empreendedora e comportamento dos empreendedores. Ele fez reflexões acerca das chamadas hard skills (habilidades técnicas) e as soft skills (habilidades comportamentais e sociais). Ambos dizem respeito às competências das organizações e dos profissionais.  O especialista alerta para os princípios que podem ajudar o empreendedor a tomar decisões: São eles: “pássaro na mão, perda tolerável, do limão, uma limonada e colcha de retalho”. Eles foram desenvolvidos por desenvolvidos por Saras Sarasvathy, indiana radicada nos Estados Unidos.   O princípio do “pássaro na mão” fala, basicamente, sobre o início da carreira do empreendedor. Ao iniciar seu negócio, o empresário se pergunta “Quem sou eu? O que eu sei? Quem eu conheço?”, para, então, definir quais seriam os seus primeiros passos. O princípio da “perda tolerável” tem como foco não os possíveis lucros com o negócio, mas sim a possibilidade de perdas.   “Do limão, uma limonada”, por sua vez, indica que o empreendedor está aberto a testar ideias e, caso elas deem errado, este se adapta a partir da análise dos resultados obtidos. Já o princípio da “colcha de retalho” diz que o empresário constrói parcerias, somando forças com pessoas e organizações que possam ajudar o negócio a se concretizar.  Drudi também fala sobre o conhecimento tático e conhecimento explícito, recursos que podem ajudar o empreendedor na tomada de decisões. O primeiro é aquele que o indivíduo adquiriu ao longo da vida (experiência), difícil de ser formalizado ou explicado a outra pessoa. Já o conhecimento explícito é aquele que é fácil de ser formalizado, podendo ser apropriado com maior facilidade.  O especialista orienta que a pessoa que quer inovar precisa buscar parceiros, ativar sua rede, juntando-se a pessoas e organizações com a habilidades e conhecimentos. “O Sebrae é um ótimo parceiro. Com a entidade, você pode dar os primeiros passos para empreender. Aprenda, não fique parado”, destaca.  Reveja a palestra  Inscrições para o Agentes locais de Inovação estão abertas  O gerente Regional do Sebrae, Altenir Agostini , informa que o Sebrae lançou mais uma edição do Projeto Agentes Locais da Inovação (ALI) em todo o estado. O programa está com as inscrições abertas. Para participar, os interessados devem acessar o site do programa (www.sebrae.sc/ali) e preencher o auto-diagnóstico da sua empresa.  O público-alvo do ALI são microempresas e empresas de pequeno porte, dos setores de comércio e serviços. O objetivo é promover a melhoria da produtividade dos pequenos negócios, a partir de ações de inovação, em produtos e serviços, práticas sustentáveis e digitalização, reduzir os custos e aumentar o faturamento dos empreendimentos.  Altenir explica que, para aplicar as ações do projeto, os Agentes Locais de Inovação precisam fazer o diagnóstico do empreendimento. Após, são apresentadas soluções e oferecem respostas às demandas do negócio. “Na Serra, vamos atender cinco cidades. Os processos serão curtos e ágeis, com soluções a curto prazo”, disse. A previsão é que a primeira turma comece em novembro desse ano. Com informações Catarinas/Sebrae-SC

Sebrae fomenta cultura empreendedora de inovação na Serra Catarinense Read More »

Realizado pelo Gênesis, Workshop de captação de demandas mostra desafios de entidades

Integrando setores públicos, privados, acadêmicos e do terceiro setor, workshop de captação de demandas reúne entidades e discute desafios Durante a Semana da Inovação 2020, o Gênesis – Escritório de Projetos realizou dois encontros virtuais para a acolhida de demandas de entidades representadas pelos Conselhos (Administrativo e Estratégico) do Instituto Orion – entidade gestora e coordenadora das ações do Orion Parque.  Graças às demandas e proposições dos conselheiros, que foram colhidas durante o encontro realizado na tarde desta segunda-feira (19), 28 propostas de projetos/demandas entraram no rol de necessidades acompanhadas pelo escritório de projetos.  Exemplos dessas necessidades acolhidas são ideias para coleta de equipamentos de informática antigos para fornecer acessibilidade tecnológica para alunos em vulnerabilidade social; criação de plataforma que conecte projetos de inovação com as empresas do Orion, para fomentar parcerias; desenvolvimento de aplicativo de comunicação de demandas para atendimento à comunidade; mapeamento de ações de educação empreendedora nas escolas de Lages; desenvolvimento de uma plataforma colaborativa de dados regionais, pra citar apenas algumas das sugestões de propostas discutidas. A ideia, por parte da equipe do Escritório, é a de perceber o impacto das necessidades nas organizações. “Queremos entender quais as principais demandas das entidades e, consequentemente, da comunidade que cada uma representa. Ter esse entendimento, sobre como cada ator interage com suas demandas internas e de que forma elas são tratadas é importante para nosso trabalho no Escritório de Projetos”, comenta Raiane Macedo, coordenadora dos trabalhos do Gênesis. Participaram dos debates, em dois momentos, entidades como: UNIPLAC, IFSC, UDESC-CAV, FIESC, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Lages, CDL-LAGES, Prefeitura Municipal de Lages, Núcleo Educação/ACIL, ACIL, Fundação Carlos Joffre do Amaral, FIESC, ADREL, Câmara das Empresas do Orion, Associação Serrana dos Deficientes Físicos e Fapesc, que fazem parte do Conselho Administrativo. Pelo Conselho Estratégico, participaram Observatório Social do Brasil – Lages, MidiLages/UNIPLAC, SEBRAE/SC, Núcleo da Mulher/ACIL, CISAMA, ACATE, Flex Relacionamentos Inteligentes S/A, ADREL, SENAC, Núcleo de Tecnologia e Inovação/ACIL, IFSC – Urupema, ACIL Jovem e Rotarys Clube Lages. Justamente para tentar dar resposta a essas demandas, que passam por aspectos como busca por voluntários para as ações das entidades ou parcerias com universidades e cursos estratégicos, o Gênesis busca dar continuidade às demandas recebidas.  “As entidades trouxeram dificuldades do seu cotidiano. A grande maioria buscou priorizar, na apresentação, demandas que imaginavam que poderiam ser solucionadas em conjunto. Ficamos muito felizes com esse resultado, porque demonstra o entendimento de todos a respeito do propósito do trabalho, que é a busca contínua pela resolução de problemas, princípio do processo de inovação. Nesse sentido, os workshops foram o primeiro passo de um trabalho maior, que busca justamente estabelecer conexões entre os atores do nosso ecossistema de inovação e possibilitar que se formem laços para a busca conjunta de soluções, seja por meio de projetos ou ações isoladas”, ressaltou Raiane.  Conheça como funciona o trabalho do Gênesis

Realizado pelo Gênesis, Workshop de captação de demandas mostra desafios de entidades Read More »

Semana da Inovação traz palestras e eventos temáticos de empreendedorismo e inovação

Evento organizado pelo Orion Parque; Semana municipal de inovação entrou no calendário de eventos no ano passado A partir do dia 19 até 23 de outubro, durante a Semana da Inovação, o Orion Parque lhe convida a participar de uma semana toda repleta de aprendizados e vivências com temáticas de inovação, contando com palestras, eventos e muita interatividade.  A série de 15 eventos e webinars, totalmente gratuitos e online, incluem atividades como Workshop Captação de demandas com entidades, com o pessoal do Gênesis – Escritório de Projetos e impactos imediatos da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), além de Painéis sobre Governança dos Centros de Inovação, Cultura Empreendedora; Criatividade, Design e Inovação e eleições e fake news, pra citar apenas algumas iniciativas. “Embora todo o ano a gente saiba que tem a Semana Nacional de Inovação, ano passado foi promulgado uma Lei em Lages, e isso nos provocou a fazer uma ação que envolvesse as instituições de ensino, e um programa, onde não fosse a semana de inovação do Orion, mas sim a Semana de Inovação que está sendo organizada pelo Orion e todo mundo que for parceiro pode divulgar as ações dentro desse grande evento”, comenta o diretor-executivo do Orion Parque, Claiton Camargo.  Instituído com base na Lei Nº 4.363, aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito municipal, em outubro de 2019 – a partir de um projeto de lei de autoria do vereador Jean Pierre – , a Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Lages prevê a realização de “atividades e eventos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, viabilizando a participação de entidades, empresas e expoentes do âmbito local, com o objetivo de apresentar novidades, produtos, tendências e ideias, estimulando a divulgação e o fomento ao empreendedorismo”. Acesse o site do Orion, com página especial sobre a Semana da Inovação, confira a programação completa, inscreva-se e participe você também. #eusouorion #semanadainovação #tecnologia #empreendedorismo #inovação #FAPESC #FAPESC.SC #FapescéSDE #SDEGOVSC #GOVERNOSC #Fapesc.gov

Semana da Inovação traz palestras e eventos temáticos de empreendedorismo e inovação Read More »

Expansão dos Centros de Inovação estimulam conexão entre empresas, universidades e sociedade em Santa Catarina

Quando a cidade de Lages, no planalto serrano catarinense, recebeu em 2016 o primeiro dos Centros de Inovação projetados e construídos pelo governo do estado, a região estava distante de ser um polo de tecnologia ou de ter algum “ecossistema” voltado ao desenvolvimento de negócios inovadores. Quatro anos depois, porém, uma série de iniciativas e projetos mudou a perspectiva local, por meio da articulação entre empreendedores, entidades, universidades e sociedade civil, conectados a partir das ações lideradas pelo Orion Parque Tecnológico. “Diferente de outras regiões de Santa Catarina, Lages não tinha nenhum ecossistema de inovação à época”, lembra Nelissa Gevaerd, vice-presidente do Orion. “Hoje, nós recebemos as demandas locais e fomentamos uma cultura de inovação por meio de iniciativas de relacionamento e programas como o CHIMAtalks, Mulheres Connect, o Escritório de Projetos Gênesis e o Reuni, que aproxima startups às universidades – celeiros de ideias que estão no papel, mas que muitas vezes não chegam para a sociedade, para outros empreendedores”, detalha. Só no campus local da Universidade Estadual (Udesc/CAV), comenta Nelissa, são mais de 80 doutores e cerca de “300 projetos desenvolvidos anualmente e que estamos buscando transformar em negócios para fomentar o mercado local”. Nos últimos meses, em função do impacto social e econômico da pandemia, o Centro de Inovação lançou uma chamada pública para ideias de combate à violência contra mulheres, além de dois projetos de aceleração, um voltado ao desenvolvimento de pequenos negócios e outro para iniciativas sociais, que já somaram 100 ideias e o apoio de 20 mentores. Após este trabalho de base nos últimos anos, o Orion hoje conta com 140 empresas vinculadas, onde trabalham 1,8 mil pessoas, com um faturamento total de R$ 155 milhões e R$ 12 milhões de impostos recolhidos, calcula a vice-presidente. “Para o nosso ecossistema, estes números são bem animadores. Tivemos muitos desafios neste início, especialmente a necessidade de fazer muito com pouco. Isso desenvolveu não apenas resiliência, mas também uma metodologia que poderá auxiliar outros centros de inovação que estão começando em Santa Catarina”, resume. Novos Empreendimentos pelo Estado em 2020 Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) do Governo do Estado, outras seis cidades catarinenses devem ter seus Centros de Inovação inaugurados ainda em 2020: Blumenau, Brusque, Chapecó, Itajaí, Joaçaba e Tubarão, com obras em fase de finalização. Eles se somarão a outros municípios onde há empreendimentos deste perfil em operação, como Florianópolis (que tem uma rede própria de Centros de Inovação), Joinville, Lages, Jaraguá do Sul, Caçador e Videira. Em Blumenau, foram lançados no dia 29 de setembro três editais para ocupação do Centro de Inovação local: um para incubação, outro para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e outro para empresas inovadoras. “Esta estratégia de desenvolvimento a partir do empreendedorismo inovador é uma política pública fundamental. Ela foi certeira em diversas regiões mundo afora e conseguiu modificar a realidade drasticamente, porque gera impactos reveladores”, comenta o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da SDS, Rafael Meyer. Em São Bento do Sul, as obras estão 60% concluídas e, nos municípios de Criciúma e Rio do Sul, o projeto dos Centros está na fase de planejamento. “Futuramente, queremos chegar às 21 associações de municípios do estado, para ter uma abrangência de atuação regional completa”. Videira, cidade do meio-oeste catarinense, também se integrou à rede de Centros de Inovação a partir de esforços da iniciativa privada. “É inviável o governo construir estes empreendimentos em todas as regiões. Contudo, temos um modelo, um guia de implantação que ajuda a dar as diretrizes e requisitos para ser credenciado e impulsiona um DNA de inovação. Hoje, Videira recebe recursos para empreendedorismo inovador, editais da Fapesc, movimentos de incubação, pré-incubação e ingressou no cenário estadual de redes de inovação”, ressalta Rafael. Outro exemplo nesse modelo é o Ágora Tech Park, em Joinville, projeto do Perini Business Park, inaugurado em março de 2019, que se tornou ponto de referência para o ecossistema da maior cidade catarinense, reunindo entidades como Acate, Fiesc, Sebrae SC, laboratórios de inovação de grandes empresas, aceleradoras, coworking e espaço para eventos. Como forma de articular ações entre a chamada “quádrupla hélice” (mercado, academia, governo e sociedade) e também promover uma integração entre o que é desenvolvido em outras regiões do estado, a Associação Catarinense de Tecnologia vem atuando em parceria com governo do Estado e os polos regionais neste processo de operação e planejamento dos Centros de Inovação.  “Queremos ser um grande articulador destes centros. Alguns já estão prontos, outros na iminência de serem inaugurados. Acreditamos se fizermos isso a seis mãos, envolvendo os polos regionais, a entidade estadual de tecnologia e o governo catarinense, será muito mais produtivo para que as ações tenham efetividade após a entrega do prédio em cada região”, ressalta Iomani Engelmann, presidente da Acate.   Para Rafael, da SDS, “construir um prédio é a parte mais fácil, é preciso ativar o ecossistema com editais, cursos de formação, fazer esse movimento girar. Hoje, 80% de nossa agenda está voltada a estas ações”. Oeste: Integração do Polo Local com Centro de Inovação Em Chapecó, cidade que deverá receber um Centro de Inovação do governo ainda neste ano, o polo local DEATEC também vai inaugurar em breve uma sede própria aos moldes do CIA Primavera, sede da Acate em Florianópolis, que serviu como impulso para a criação de uma rede de inovação com quatro empreendimentos na cidade. O CIAD – Centro de Inovação Acate Deatec tem inauguração prevista para novembro e deve reunir, em um espaço de 1,5 mil metros quadrados e 30 salas, além de empresas de tecnologia e áreas afins, os principais programas voltados ao desenvolvimento de negócios inovadores do Oeste catarinense. Nos números do estudo Acate Tech Report, a região concentra 1.291 empresas de tecnologia (10% do total do estado), que têm faturamento próximo a R$ 1 bilhão/ano. “Temos muitos associados em outras cidades da região, como Concórdia, Pinhalzinho, Xanxerê, Joaçaba, São Miguel do Oeste, entre outras. Este espaço vai ajudar a concentrar nosso polo, trazer pessoas e projetos que estão espalhados pela

Expansão dos Centros de Inovação estimulam conexão entre empresas, universidades e sociedade em Santa Catarina Read More »

Rolar para cima